O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, confirmou hoje ter estado presente numa reunião entre a empresa Finertec, da qual foi administrador, e a Ongoing, que esteve representada, entre outros, por Jorge Silva Carvalho.

A realização de uma reunião entre estas duas empresas, com a participação de Miguel Relvas e de Jorge Silva Carvalho, foi noticiada hoje pela revista VISÃO, na sua edição "online" .

Ouvido pela segunda vez na Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento para esclarecer as suas ligações ao ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e atual quadro da Ongoing Jorge Silva Carvalho, Miguel Relvas reiterou que só o conheceu em abril de 2010, depois de ter assumido funções como secretário-geral do PSD.

O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares manifestou ainda repúdio pelas notícias de investigações a cidadãos portugueses feitas à margem da lei e defendeu um apuramento de responsabilidades para que esses alegados comportamentos criminosos sejam punidos.

Miguel Relvas assumiu esta posição no início da sua audição na Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento, realizada para esclarecer questões da oposição sobre as suas ligações ao ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e atual quadro da Ongoing Jorge Silva Carvalho.

"Venho reafirmar hoje aqui os esclarecimentos que já tive ocasião de prestar nesta comissão. Não quero fazê-lo, no entanto, sem manifestar o meu vigoroso repúdio pelas notícias tornadas nos últimos dias, que - caso sejam confirmadas nas instâncias judicias, as únicas habilitadas para esclarecer o apuramento de todos os factos - constituem um inadmissível atentado às liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República", afirmou o ministro-Adjunto.