RECORDE:

Mohamed Shamam, ministro da Informação do Conselho Nacional Transitório da Líbia rejeitou a ideia de se desenvolver uma investigação internacional, sobre as circunstâncias da morte de Kadhafi, quando se encontrava na mão dos rebeldes.

Shamam justificou os combatentes, dizendo que era expectável que reagissem com raiva, e afirmou que o "mundo está cheio de crimes horrendos" que não são investigados.

A versão oficial diz que o ex-líder líbio morreu num tiroteio, na última quinta-feira, quando era transferido por um grupo de rebeldes de Sirte para Misrata. Porém, alguns vídeos mostram que Khadafi foi agredido com bio e sodomizado pelos rebeldes. Não há nenhuma gravação que confirme a versão oficial e mostre o tiroteio em que morreu o coronel.

Numerosos vídeos gravados pelos rebeldes expõem a humilhação a que o ex-ditador líbio foi submetido, antes da sua morte. O último vídeo que surgiu, através do Youtube, mostra a possível sodomização de Kadhafi, mas não é possível verificar a sua autenticidade.

Os Estados Unidos foram o primeiro país a apoiar uma investigação das Nações Unidas sobre este caso. A "Human Rights Watch", umas das ONG mais influentes nos Estados Unidos em matéria de direitos humanos, considerou que "o assassinato de uma pessoa detida é uma grave violação das regras de guerra e um delito que deve ser analisado pelo Tribunal Penal Internacional".