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PORTUGAL PRECISA DE 4 ANOS SEM DEMOCRACIA

Por princípio, aceito conselhos e críticas de quem já tenha feito e possa ainda fazer melhor, não de quem saiba mais. Infelizmente, os nossos governantes e muitos dos economistas, mesmo aqueles com ligações às mais credíveis universidades, são os chamados iluminados, que nunca fizeram nada, mas tudo sabem, decidem e criticam.

Artigo escrito por opaisquetemos
9:15 Quinta feira, 17 de Janeiro de 2013
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Por princípio, aceito conselhos e críticas de quem já tenha feito e possa ainda fazer melhor, não de quem saiba mais. Infelizmente, os nossos governantes e muitos dos economistas, mesmo aqueles com ligações às mais credíveis universidades, são os chamados iluminados, que nunca fizeram nada, mas tudo sabem, decidem e criticam. Para além dos conhecimentos teóricos que possuem, nunca possuíram a iniciativa e coragem, de investirem no seu próprio negócio, ou qualquer experiência no mundo real.  Apenas se colocam na carreira política sem qualquer competência, ou usam os contactos de conhecimentos influentes, para alcançar posições de executivos, sem qualquer noção palpável sobre as actividades das administrações assumidas. Há casos mesmo, em que se colocam como consultores especialistas em actividades sobre as quais são verdadeiros leigos na matéria. Digamos, que neste tipo de individualidades aqui descritas, se encontra o nosso actual primeiro-ministro, Passos Coelho e a maioria do seu elenco governamental. Também, os governos passados todos sofreram das mesmas deficiências aqui referidas. Mas acabaram como novos-ricos e pessoas altamente influentes nos meios mais privilegiados do país.

"Os jovens não podem ficar à espera que o Governo e a Europa resolvam a crise. Têm de tentar, cada um, resolver os seus próprios problemas", disse João César das Neves, economista e professor da Universidade Católica, numa conferência à margem do Concelho Nacional da Pastoral Juvenil, que decorreu em Fátima, sobre "Economia e Juventude", onde lembrou que a economia não é coisa de técnicos, mas faz parte do dia-a-dia de todos.

A crise que existe foi criada pelos governos com a incompetência de gestão ao longo dos anos. As dificuldades dos jovens e suas famílias foram e continuam a ser causadas pela incompetência dos governos, que cada vez exigem mais medidas de austeridade e mais obstáculos às condições existentes.

Por experiência própria, é impensável investir num país onde, para além das medidas de austeridade cada vez maiores para as PME, não existem apoios económicos e financeiros, nem por parte de instituições governamentais nem da banca. A falta de apoios, os cortes salariais, os aumentos de impostos sobre os vencimentos e o constante aumento de desemprego, que segundo novas propostas avançadas pelo FMI e o governo, há uma previsão para o ano em curso de mais de 83 mil desempregados (acredito que ultrapasse esta previsão), a capacidade de consumo interno caiu a mínimos históricos, empobrecendo cada vez mais a economia interna do país, sem luz ao fundo do túnel.

Alguém que ainda possua um pé-de-meia de poupança e o decida usar para investir numa iniciativa de empreendimento, em qualquer tipo de actividade, para além de perder o que tem, poderá acabar endividado por muitos anos.

A segunda desgraça a curto prazo, é a colocação de todos os ovos da galinha no mesmo cesto, ao apostar tudo nas exportações, esquecendo-se que a crise é global e que os principais países, ligados às nossas receitas de exportação estão já em crise ou a caminho dela a curto espaço de tempo.

Emigrar? Fácil sugerir a quem não tem qualquer tipo de noção sobre emigrar. As incertezas e obstáculos a enfrentar são enormes. Apenas uma percentagem bem reduzida poderá ter sucesso. Mas, cada vez as expectativas, não de sucesso, mas apenas de sobrevivência, são cada vez menores face à crise para além fronteiras. Trata-se de uma crise global, não apenas localizada em Portugal. As dificuldades enfrentadas por dezenas de milhares de jovens em Portugal, ainda que com formação académica, não são diferentes das centenas de milhares de jovens por toda a Europa e outros cantos do mundo. Por uma pequena percentagem de histórias de sucesso de jovens que emigraram, não podemos generalizar e assumir que a solução dos nossos problemas é emigrar.

Independente de comentários casuais por parte do governo e mesmo individualidades internacionais, cada vez menos credíveis, que aqui e ali, dia sim, dia não, afirmam que Portugal não é a Grécia e está no caminho certo, a verdade é que nos aproximamos do abismo. Não somos a Grécia, mas o percurso é o mesmo. Os cortes e mais medidas de austeridade recomendados pelo FMI, são mais obstáculos à economia e à reestruturação geral do país, podendo mesmo contribuir para uma revolução, dado ao descontentamento social causado pelas dificuldades cada vez maiores. As previsões do banco de Portugal de uma recessão de 1,9%, com base do actual OE e outros indicadores económicos, são muito preocupantes em relação ao que na realidade será 2013.

O economista César das Neves comentou ainda o relatório do FMI, considerando-o equilibrado e bem feito e deixando críticas a quem o condena sem apresentar alternativas.

Conforme já mencionei, tenho opinião contrária sobre o referido relatório. Não sou economista, nem vivo de teorias. Mas, para além da minha formação académica e experiência no âmbito das ciências e da saúde, possuo uma vida de experiência como trabalhador, emigrante e empresário. Conheço por experiência vivida um sistema de ditadura e um sistema de democracia. Mas tenho dificuldade em compreender o sistema político português, que nem é ditadura nem democracia. Trata-se de uma falsa democracia, onde tudo o que acontece, para além de incompetência, torna-se duvidoso, devido a muitos interesses e mesmo corrupção de um punhado de parasitas e oportunistas, que há muito manipulam e abusam da vida de milhões de portugueses.

Aqui deixo algumas das minhas alternativas ao relatório do FMI, as quais admito que não são irreversíveis e podem ser modificadas com outras alternativas, não por teóricos, mas por pessoas que possuam experiência idêntica ou mesmo superior à minha. Estas alternativas são essenciais à sobrevivência da maioria da população, evitando o alastramento do descontentamento social e possivelmente uma revolução de consequências drásticas.

COMO GERIR A SITUAÇÃO A NÍVEL ECONÓMICO E SOCIAL, PROCURANDO EVITAR UMA CRISE POLÍTICA DE DIMENSÕES GIGANTESCAS?

  •  Não a aumentos salariais -  independente de aprovado anteriormente e de propostas de organizações sindicais e de partidos de esquerda populistas.
  • Proibição imediata de todo o tido de aumentos (inflação) de produtos e serviços básicos para a sobrevivência - por período tão prolongado quanto o não aumento salarial. A lista de produtos e serviços compreende; produtos alimentares essenciais, combustíveis, serviços de energia, água, telecomunicações e transportes.
  • Todos os produtos e serviços básicos para sobrevivência, não deverão ser taxados por IVA acima dos 15%.
  • Taxas do IVA, não superior a 15%, deverá ser aplicada a toda a industria de restauração e hotelaria, como incentivo à recuperação destas actividades e tornar mais atractivo a indústria do turismo, uma das actividades do país, com maior capacidade de expansão e receitas, se adequadamente explorada. Isso não impede a fiscalização lançada pelo governo no controlo ao cumprimento da lei sobre toda a facturação de qualquer tipo de actividade.
  • Após o fim do período do congelamento salarial, nenhum produto ou serviço essencial à sobrevivência, deverá ter um aumento superior a 50% do aumento salarial.
  • Qualquer violação das três cláusulas acima apresentadas, deverá ser severamente penalizada com coimas e com penas de prisão efectiva, não inferiores a 3 anos, sem a possibilidade de pena suspensa.
  • Manter a idade de reforma aos 65 anos, com a possibilidade de reforma com mais de 30 anos de serviço, substituindo cada duas vagas com o preenchimento de apenas uma vaga. Esta opção, comparado com o despedimento colectivo de 50 mil funcionários, é benéfica em termos de redução de despesas e em termos de manter o sustento das receitas para a segurança social e a redução de subsídios sociais, como subsídio de desemprego e RS, para além do aumento das receitas de impostos, dada a melhor capacidade de consumo. Na realidade, as leis da reforma devem ser aplicadas a todas as classes de cidadão, independente da classe social de cada um. Sabemos que, infelizmente, isso não acontece em Portugal onde há uma classe privilegiada, os políticos, a quem as reformas são concedidas, independente da idade ou do tempo de contribuições pagas. Exemplos? A presidente da Assembleia da República e o deputado Santana Lopes. Ambos em bom estado de saúde, reformaram-se antes dos 50 anos de idade. Isso foi no passado? E então, agora no presente a actual presidente da CM de Palmela aos 48 anos com reforma?
  • Criar um limite máximo de 3 mil euros para as reformas, com efeitos retroactivos a todas as reformas em vigor.
  • Todo o desempregado, beneficiário de subsídio de desemprego ou RSI, deverá aceitar a integração activa a nível profissional, a tempo parcial, em empresas ligadas ao tipo das suas actividades anteriores. Exemplo: uma desempregada de serviços de infantários, deverá aceitar trabalho num infantário perto do seu local de residência, por um período diário de 2 a 3 horas. Essa participação, contribui para um melhor apoio do tratamento das crianças e possibilita ao infantário a redução dos custos cobrados a famílias com rendimentos precários. Possibilita ainda manter a sua experiência e conhecimento profissional e a possível integração no futuro nos quadros da empresa. A participação do beneficiário na empresa, na qualidade de beneficiário dos apoios sociais, deverá ser por um tempo limitado a estipular, mudando após esse período para outra empresa do mesmo tipo de actividade.
  • Eliminação total das taxas moderadoras de saúde a desempregados, reformados e salários com rendimentos inferiores a mil euros líquidos. A imposição das taxas moderadoras na saúde, coloca um obstáculo a pedidos de assistência na saúde, contribuindo para o desenrolar de casos médicos de consequências irreversíveis ou mesmo precocemente fatais. Representa para outros, a falta de acompanhamento no início da vida, mesmo antes de nascer à luz do dia. As dificuldades no acesso aos serviços de saúde, representam por um lado um aumento dos casos de mortalidade. Por outro lado, um obstáculo no aumento do índice de natalidade e da entrada neste mundo, sem consequências de sequelas para o resto da vida que muitas, graças à evolução da ciência e biotecnologia podem ser antecipadas e evitadas. O impacto de todas estas medidas políticas será sentido não apenas no presente como por muitos anos nas gerações futuras.
  • Continuidade com o subsídio de funeral a desempregados, reformados e salários com rendimentos inferiores a 1500 euros. A descontinuidade do subsídio de funeral, representa para milhares de casos a perda de direitos e dignidade humana no momento final da vida.

OUTRAS ALTERNATIVAS A SEREM TOMADAS DE IMEDIATO

  • A Assembleia da República e os seus 230 iluminados deputados com toda a sua comitiva, não se trata de uma representação democrática do país. Seria uma representação do povo, se cada deputado votasse independente. Quando se trata de um voto por unanimidade de cada partido, votar apenas 1 de cada partido ou votarem 100, o impacto é o mesmo. Dar continuidade ao número de deputados existente, e suas comitivas, é um luxo que o país não pode continuar a suportar. Mais de 150 deputados na AR, é um exagero que tem de ser alterado na Constituição sem perda de tempo. Que fazer com os deputados que perderem a sua posição no parlamento? Juntem-se às centenas de milhares desempregados nas filas do desemprego, para conhecer o sabor amargo da vida real de uma grande maioria do povo. A maioria dos nossos legisladores, desconhece a vida.
  • Chegou também a altura de serem feitas mudanças radicais no governo e acabar com mordomias, que mesmo países sem crise, ou sem a dimensão da crise que atravessamos não usufruem. Isso compreende, o uso de viaturas do Estado para a vida do dia a dia, como a deslocação entre casa e o local do trabalho, independente de tratar-se de Secretários do Estado ou mesmo Ministros, há excepção do PM, PR e a Presidente da Assembleia da República. Compreende-se o uso oficial das viaturas por membros do governo em serviço. Mas inaceitável o uso 24 horas por dia, incluindo todas as despesas que as mesmas acarretam.
  • Terminar com o direito ao uso de viaturas para uso pessoal pagas pelo Estado, ou seja pelos contribuintes, a líderes dos partidos políticos ligados à AR.
  • Cada ex-presidente da República, custa aos contribuintes 300 mil euros anuais. Este montante é exorbitante, num país que exige demasiados sacrifícios e onde já há dezenas de milhares de famílias sem meios de adquirir alimentos mesmo para crianças, dependendo da solidariedade para refeições diárias.

Sustentar mordomias e apoios vitalícios a membros do governo e ex-membros do Estado, quando um povo, para além de falsas promessas, cai cada vez mais no abismo, é igualar Portugal a países do 3.º mundo, onde, para além do bem estar de meia dúzia de governantes e importantes individualidades do país, todos os demais vivem cada vez mais na miséria.

  • É importante acabar com todo o tipo de suporte de fundações com apoio financeiro do Estado. As fundações, são um meio de adquirir prestígio e reconhecimento. Devem ser da responsabilidade exclusiva de quem as constitui
  • Chegou o momento, sem mais tempo de espera, de privatizar totalmente mais de 90% das PPP. Centenas de milhões de euros têm sido investidas em PPP, muitas delas existentes com propósitos de criar cargos executivos para amigos influentes de governantes e políticos. Se os seus executivos acreditam que tais empresas são importantes, que as assumem na sua totalidade, sem qualquer apoio ou responsabilidade do governo.
  • Muitos Institutos governamentais, não passam de instituições burocráticas, sem quaisquer funções que justifiquem a sua existência. Há Excepção, instituições como a Casa Pia, justificam a continuidade pela tipo dos serviços prestados, sem os quais milhares de jovens de famílias desintegradas e condições precárias de existência, não teriam possibilidades de reinserção na sociedade e formação profissional que lhes permita sobrevivência ao longo da vida, sem se tornarem ao longo do tempo um encargo para o Estado. Os custos dispendidos na Casa Pia e instituições similares, não se tratam de despesa mas num investimento para o futuro da sociedade portuguesa.
  • TODAS AS PRIVATIZAÇÕES DEVEM SER ANALISADAS E APROVADAS PELO TC, ANTES DO OK FINAL DO GOVERNO. As privatizações de bens da nação, como propósito exclusivo de receitas extraordinárias, para fins de alcançar metas pontuais do défice, acordadas com a troika, contribuem para um empobrecimento total do país, sem estabilizar o défice continuamente. A venda de empresas a grupos estrangeiros, de serviços essenciais à sobrevivência, como energia e águas coloca a autonomia do país subjugado para o futuro. Há muitas negociatas feitas pelos nossos governantes, excessivamente duvidosas no respeitante a conflitos de interesses. Recentemente, uma notícia na comunicação social, afirmando que a TAP gastou 3 milhões de euros no processo de privatização, deixou muitas dúvidas. Será que se pagaram comissões em negócios não concretizados ou foram apenas subornos? Quantos mais milhões de euros se vão gastar antes da concretização da privatização? Quem beneficia? Quando se concretizar a privatização da TAP, ANA e que mais possa ainda existir, que receitas vai receber o país? Ou será que para além de deixarmos de as possuir, ainda vamos assumir as dívidas deixadas pelas mesmas, o que não me surpreendia? Será que a dívida do Estado diminuirá? Ou serão apenas umas negociatas que deixarão o país mais pobre e sem possíveis benefícios no futuro?

COMO CUMPRIR COM O ACORDO DA TROIKA?

O país assumiu um acordo com diversas instituições internacionais, conhecido pelo nome de Troika. Como pessoa de bem, o Estado tem por obrigação o pagamento na íntegra dos valores adquiridos, acrescidos dos respectivos juros, em nada solidários para um país membro da CE. Mas, tirar o pão da boca de um povo para cumprir com datas agendadas, é colocar o valor do euro, acima do valor da vida humana. É importante na vida assumir responsabilidade pelos compromissos tomados. Mas é importante termos conhecimentos, humildade e carácter para, em circunstâncias não previstas ou analisadas na altura dos acordos, dialogar e procurar reagendar as respectivas obrigações. Pessoalmente, em meu nome ou em nome do Estado, eu assumiria a responsabilidade das obrigações, mas exigiria, o prolongar do prazo para cumprimento do acordo, em lugar de deixar de alimentar os meus filhos ou o meu povo. Na realidade, há uma grande distância entre a minha forma de pensar e a forma de pensar dos nossos governantes. Essa diferença, é a chamada experiência na vida que os nossos governantes não possuem. Certamente que vivemos num mundo, em que, segundo os conceitos políticos, cada vez mais o valor de uma vida é insignificante comparado com o valor da moeda em vigor. O ego pessoal e político dos nossos governantes está acima do bem-estar e direitos humanos do povo que os nomeou para governar. Razão pela qual cada vez é maior o corte na saúde e na educação.

A dívida actual do Estado português, ainda que possamos de uma forma imaginária assumir que o nosso défice pudesse ficar a zero, é praticamente impagável. Mais ainda, quando estamos planeando aumentar os impostos cada vez mais e por outro lado, debilitando dia a dia a economia interna, sobre a qual os impostos deveriam ser facturados e as contribuições para a segurança social deveriam aumentar com o crescimento de postos de trabalho. O governo acredita nas exportações como recurso ou substituição da economia interna para a recuperação do país, o que é pura loucura. E como todas as previsões do governo, as expectativas dos aumentos das exportações é pura especulação de optimismo. O mercado das exportações não depende de nós mas da economia dos países nossos clientes e mesmo da concorrência internacional, principalmente em tempo de crise.

Temos que deixar de viver de especulações optimistas do governo, vindo de bocas pouco credíveis de governantes, como o pressuposto, DR RELVAS, pessoa sem competência, credibilidade ou mesmo vergonha na cara. Temos de viver da realidade, com os pés bem assentes no chão. Uma extensão do tempo para cumprimento do acordo com a Troika, é fundamental para cumprirmos as nossas obrigações sem deprimir mais o estado económico e social do país. Para isso, é importante que o governo modifique as medidas políticas e económicas do país, sem drasticamente causar mais danos sociais. É preciso iniciar medidas urgentes de reconstruir a autonomia do país, para crescimento da economia e criação de novos postos de trabalho. O cumprimento do acordo com a troika, deve ser concretizado através de produção e crescimento económico, com postos de mão-de-obra remunerada, que possibilite o consumo, ainda que básico e o pagamento de impostos e respectivas contribuições para a segurança social. Para isso são necessárias medidas de:

  • Incentivos e apoios à produção agrícola, pecuária e pescas com prémios de produtividade anual, que devem abranger tanto os grandes empresários, como os pequenos industriais. Esta cláusula tem como finalidade reconquistar a nossa autonomia, tornando o país menos dependente de importação de produtos básicos à sobrevivência. Esta iniciativa, é oposta à iniciativa lançada nos governos de Cavaco Silva, onde foram dados subsídios para a desactivação de todas as actividades aqui referidas.
  • Estipular uma percentagem máxima autorizada de importação de produtos essenciais à sobrevivência, com uma percentagem de redução anual das importações, com base nas percentagens de aumento de produtividade dos mesmos produtos.
  • Penalidades a violação por parte das empresas exportadoras dos referidos produtos, coimas elevadas aos valores importados em excesso ao estipulados, com apreensão das quantidades extras dos produtos importados e a sua entrega a instituições de solidariedade social.
  • Os produtos importados devem ser com o propósito de preencher a falta de produtos nacionais e não para competirem a nível de preços abaixo do mercado nacional, impossibilitando o desenvolvimento da produção e comércio do produto nacional.  A violação ao exposto deverá ser punida com coimas severas aos infractores, revertendo o produto total das mesmas a um fundo de apoio dos produtores e industriais afectados pelo mercado desonesto.
  • Apoiar a reabertura de empresas encerradas por falência de norte a sul do país, não desprezando todo o interior, utilizando todas as infra-estruturas existentes das empresas fechadas e a mão-de-obra das mesmas ainda no desemprego. Proponham salários mínimos de início à mão-de-obra, em substituição dos subsídios de desemprego ou RSI. A recusa de aceitação, por parte de desempregados da mesma, salvo razões de saúde comprovadas, representa terminação imediata de qualquer subsídio social. Se o Estado suporta a todo o custo, à custa dos impostos dos contribuintes, a sobrevivência de bancos falidos, porque não o apoio de empresas  de grande produtividade e fontes de receita da economia nacional que têm encerrado por todo o país?
  • Providenciar dentro das empresas serviços sociais, como infantários para os filhos dos trabalhadores, através de serviços prestados pelos beneficiários de subsídios sociais do desemprego e RSI (apenas como exemplo).
  • Há grandes empresas industriais, como o caso dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que, embora possuam projectos activos em carteira aprovados e mesmo iniciados, ficaram estagnados, devido a má gestão governamental. O impasse dos projectos com o governo da Venezuela, em mais de 100 milhões de euros, podem causar para além da não conclusão dos mesmos, a obrigatoriedade de indemnização ao governo Venezuelano, dado o não cumprimento com prazos por parte de Portugal. O governo português, que está tão preocupado com o compromisso do acordo de troika, é surpreendente ignorar o contrato de um projecto com o governo da Venezuela, que poderia salvar os postos de trabalho de centenas de trabalhadores em risco de perderem o seu ganha pão e ser mais uma indústria desactivada ou vendida por tostões a alguém.
  • Cativar empresas no país de investimento estrangeiro, como a AutoEuropa, a permanecerem em Portugal. Para além de todas as promessas das mesmas em continuarem em Portugal, a crise internacional que afecta os países de origem das mesmas, não pode dar garantias totais, de que num futuro próximo as mesmas não encerrarão suas portas, transferindo as suas actividades para os países de origem ou outros, onde o paraíso de impostos é mais compensador. Será importante, no caso da AutoEuropa, como exemplo, incentivar os portugueses a comprar carros fabricados na mesma, com redução significativa de impostos na aquisição de novos veículos.
  • Apoiar a criação de projectos de turismo de norte a sul do país, não apenas em toda a zona litoral, como em todo o interior de Portugal.
  • Recuperação de edifícios devolutos em todas as autarquias de norte a sul, com a aplicação da mão-de-obra no desemprego. O custo da recuperação dos edifícios será da inteira responsabilidade dos proprietários. Caso incapacidade dos mesmos, abandono, relutância ou desinteresse total, as respectivas Câmaras financiam todos os custos, ficando as mesmas como fiéis depositários de todas as receitas provenientes das rendas ou venda de parte ou totalidade do imóvel até ao montante total do custo da recuperação, acrescido de juros com o investimento e impostos em dívida do imóvel. Esta iniciativa reactivava a industria da construção, não em aumentar o número de imóveis já existentes, mas em restaurar muitas zonas do país, cada vez mais desabitadas e devolutas, criando um cenário triste e dando uma visão nítida de empobrecimento e desinteresse, não apenas por parte dos proprietários como a níve de governos locais e nacional.

Tudo isto, não passa de sugestões de alguns exemplos, do que poderia ser concretizado no país sem aumentar a cada trimestre os pedidos de sacrifícios aos portugueses, sem nunca conseguirmos ver a tal luz de esperança ao fim do túnel.

Muito do que apresentei, podem chamar ridículo. Na realidade, a execução de programas apresentados aqui, exige muito mais trabalho de casa e dedicação com as mangas arregaçadas, do que copiar e colar, com apenas a alteração do valor de impostos. Não é obra para políticos inexperientes, que decidem e esclarecem tudo com estatísticas em Excel, manipuladas por eles consoante a ocasião e a audiência a quem se dirigem.

Há muito que voto em branco, porque entendo que em democracia se deve votar na pessoa, não no partido, onde o trigo e o joio estão misturados. Mas recordo-me que há poucos anos, em 2009, alguém disse que o país precisava de seis meses sem democracia. Esse alguém, Manuela Ferreira Leite, foi apelidada de bruxa, velha e mais outros nomes feios. Certamente, não se pode agradar a todos. Também é verdade, que nem sempre as palavras e o momento é o mais apropriado para dizer. Também, independente da inteligência, nem todos têm o mesmo conhecimento e fazem a mesma interpretação das palavras. Felizmente, não sou candidato a eleições e como tal, para além de perder alguns leitores, o que não escrevo para agradar a ninguém, não vou ser penalizado pelo que vou afirmar: "Portugal precisa de 4 anos sem democracia". Certamente que os nossos governantes se ouvissem as minhas palavras, o que duvido, abanavam a cabeça em forma de rejeição do meu comentário. Mas, gostariam de ter essa oportunidade de poder e impor, sem contestação, o que tentam a todo o instante, ainda que não admitam publicamente. Infelizmente, não possuem capacidade e conhecimentos para tal. Porque, para comandar com firmeza, é preciso conhecimento, experiência, visão, conhecer os nossos direitos e poderes, mas também as nossas limitações. É importante conhecer as fraquezas de quem comandamos, mas sem abusar ou subestimar. Os nossos governantes estão longe de terem competência e preparação para governar 4 anos sem democracia.

Carlos Piteira

opaisquetemos.wordpress.com

31 comentários
Página 1 de 2
ordenar por:
Suespender a Democracia?
kizzaka
"Muito do que apresentei, podem chamar ridículo."

Não encontro nada de ridículo nas suas ideias. Não obstante, recordo:
- "A Democracia é difícil e exigente, mas dela não nos demitimos". (Francisco Sá Carneiro)
"
"Há muito que voto em branco"

isso é um grande risco. O seu voto pode ser apropriado por gente mal intencionada. Ao menos vote nulo... Manifesta na mesma um protesto e ninguém pode aproveitar o seu (não)voto.
Seguir utilizador | 3 pontos | (Bem Escrito) | 15:54 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013 Responder
    Re: Suespender a Democracia?   
opaisquetemos | Seguir utilizador | 1 ponto | 16:44 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013
    Re: Suespender a Democracia?   
coloane | Seguir utilizador | 1 ponto | 2:07 | Quinta feira, 31 de Janeiro de 2013
    Re: Suespender a Democracia?   
ADISAN | Seguir utilizador | 2 pontos | 17:54 | Quinta feira, 31 de Janeiro de 2013
ninguém escapa do ambiente onde cresce.
amadeu
salvo poucas, muito poucas excepções, esta é a regra.

Claro que os cidadãos têm a obrigação (e nem precisa de ser obrigação) de procurar o seu caminho mas este será sempre dentro das escolhas que lhes são apresentadas. Os governantes sabem-no bem. Estes após terem viciado as regras do jogo não podem vir agora dizer que o jogo acabou e aos participantes que se desenrasquem. O jogo não está de feição acaba-se com ele?! Covardia. Faz-me lembrar os namorados : "vamos dar um tempo?" quando ambos sabem que tal indicia pouca vontade de melhorar e o fim do namoro é certo.
Seguir utilizador | 3 pontos | (Bem Escrito) | 15:46 | Segunda feira, 21 de Janeiro de 2013 Responder
Bem prega ...
Antonio Serra
Foi pena este senhor quando esteve no governo, ter ajudado com os seus doutos conselhos a afunilar o mesmo , ou seja ; ele e os seus comparsas foram os reis do betão ou pelo menos quando o inicio da desgraça começou e ainda tem a lata de vir acusar os outros de apostarem tudo na exportação quando ele e os seus comparsas jogaram as fichas todas no consum interno. Claro que sempre pode dizer que com os milhôes que chegavam todos os dias, nem tinham tempo de reconstruir ou pensar o tecido económico, era preciso gastá-los e depois logo se via.
Mas, como acontece a todos estes politicos só sabem o que deve ser feito quando não têm poder ou capacidade de o influenciar .
AMÉM
Seguir utilizador | 3 pontos | (Interessante) | 15:01 | Sexta feira, 25 de Janeiro de 2013 Responder
DITADURA DE MAIORIAS
abdemelo
Li calmamente este artigo e posso dizer que na generalidade estou de acordo com as soluções apresentadas muito embora com alguma dose de empirismo o que levaria a correcções na especialidade modificando a forma mas mantendo o conteúdo.
Muitas outras e variadas soluções deveriam ser acrescentadas, na minha opinião. Mas tal como o autor refere no seu texto, cita apenas alguns exemplos..
Quanto à ausência de democracia por quatro anos, compreendo a intenção do Sr. Carlos Piteira mas não creio que tenha sido isso que ele teria em mente. As críticas surgiram de imediato, talvez porque a confusão é muita na mente de muita gente
Em democracia governa-se (pelo menos em teoria) segundo a vontade de uma maioria expressa pelo voto e isso não está a suceder.
Que o regime em que vivemos não é um regime democrático, não é.
E não é porque está enfermo. A governação não é feita à medida da vontade da maioria.
E não está a ser feita porque assenta numa base de mentira eleitoralista.
Para além de outras, uma mentira imensa prevalece. Antes das eleições que levaram a dar como vencedor o PSD, foi por várias vezes afirmado por Passos Coelho e por outros dirigentes do partido, que não haveria alianças com o CDS para formação de um governo conjunto.
Aceitar-se-ia um governo minoritário do PSD com apoio parlamentar do CDS, o que não violaria o conteúdo das declarações anteriores.
Pela segunda vez os eleitores foram enganados. Já havia sucedido o mesmo quando Durão Barroso formou governo. O resultado está à vista. Contradições sucessivas e um governo a dançar na corda bamba porque o vinagre anda misturado (salvo seja)com o azeite.
Temos assim um governo que governa com ausência de democracia, uns media sufocados por uma censura encapotada que expande o que convém na forma e no conteúdo das notícias;
Temos atropelos sistemáticos aos direitos dos cidadãos com a bênção do Tribunal Constitucional. Veja-se uma declaração de inconstitucionalidade em pontos do OGE de 2012 que permite que se aplique em parte no próprio orçamento. Falta de equidade com perdão para 2012).
Os direitos dos trabalhadores são violados todos os dias com leis que prescindem da consulta aos seus órgãos representativos como está estabelecido.
Pois é evidente que a ausência deste tipo de democracia seria bem-vinda não por quatro anos mas sim por quarenta.
O autor já ouviu falar da ditadura das maiorias? De ditaduras democráticas já ouviu falar? Será que se referia a isso?
Na generalidade dou-lhe os meus parabéns pelo seu artigo.

Cumprimentos
Seguir utilizador | 3 pontos | (Interessante) | 17:27 | Sábado, 26 de Janeiro de 2013 Responder
Partidocracia, ou Ditadura Partidária?
ADISAN
Na verdade, a actual partidocracia não serve. Nunca votei em branco, mas creio que é precisamente o que vou fazer em próximas eleições. Sempre me perguntei... porque carga de água os nossos eleitos só são nossos representantes em tempo de campanha eleitoral e, uma vez eleitos, apenas representam os partidos a que pertencem, pois a chamada disciplina partidária (mais propriamente, a ditadura partidária) obriga-os a representarem apenas e só as cúpulas dos partidos, sob pena de serem banidos das suas listas. Em verdadeira democracia deveríamos, pois, votar em pessoas e não em partidos.
Seguir utilizador | 2 pontos | (Bem Escrito) | 14:53 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013 Responder
    Re: Partidocracia, ou Ditadura Partidária?   
Murga | Seguir utilizador | 1 ponto | 15:16 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013
    Re: Partidocracia, ou Ditadura Partidária?   
opaisquetemos | Seguir utilizador | 1 ponto | 16:10 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013
    Re: Partidocracia, ou Ditadura Partidária?   
tu cá tu lá | Seguir utilizador | 1 ponto | 1:47 | Segunda feira, 21 de Janeiro de 2013
    Re: Partidocracia, ou Ditadura Partidária?   
opaisquetemos | Seguir utilizador | 1 ponto | 16:02 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013
opovoquetemos depois de 40 anos de analfabetismo
o paracetamol dos fiteiros
O titulo desta "crónica" diz tudo sobre a mesma e o seu autor, e salvo melhor opinião, o simples facto de se considerar democrata defendendo a suspensão do sistema ao estilo recente de Manuela Ferreira Leite, e descaradamente admitindo nunca ter tido a coragem de assumir uma opção politica em eleições, deixa tudo absolutamente claro...

O autor e o seu escrito são o resultado e um subproduto dos 40 anos de ostracismo e ignorância a que o povo português foi sujeito e que, muitos desses ressaibiados do pós 25 de Abril, tanto ansiavam pela oportunidade do seu retorno.

Esta pode ser a sua oportunidade histórica.. se os deixarmos "babosear" à vontade.

Não contem comigo para me calar perante tais desmandos.

Ainda que esteja muito estafada a frase, não abdico de lhe (vos) dizer : ABAIXO O FASCISMO E QUEM O APOIAR.

Esta é uma falsa visão DO PAÍS QUE TEMOS, feita por quem não representa a maioria (estou certo disso a 100%) do POVO QUE TEMOS.
Seguir utilizador | 2 pontos | (Bem Escrito) | 20:32 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013 Responder
    Re: opovoquetemos depois de 40 anos de analfabetis   
joao vitor pereira | Seguir utilizador | 2 pontos | 11:33 | Sexta feira, 25 de Janeiro de 2013
Obrigado pelo seu artigo
leitor
Caro Carlos Piteira, obrigado pelo seu artigo. Acabo de ler o livro Um Mundo Faz de Conta de Paulo Pinto e Anselmo Crespo que desafia as pessoas a apresentarem soluções para o mundo e para o País como acabou de fazer. Gostaria de ter a coragem de fazer o mesmo. Talvez venha a haver um movimento de cidadania. O livro tem uma pagina no facebook com esse proposito. Bem haja.
Seguir utilizador | 2 pontos | (Interessante) | 12:41 | Domingo, 27 de Janeiro de 2013 Responder
4 ou 40? Salazar dizia o mesmo!
condemontecristo
Nem vou ler esta porcaria!
Nao vale a pena ler bujardas!
Olhe, va para o Irao, a Arabia Saudita, a Coreia do Norte, entre outras ditaduras quer de Direita quer de Esquerda!!!!!
Seguir utilizador | 1 ponto | 16:20 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013 Responder
    Re: 4 ou 40? Salazar dizia o mesmo!   
APRNS | Seguir utilizador | 2 pontos | 13:18 | Sábado, 26 de Janeiro de 2013
    Re: 4 ou 40? Salazar dizia o mesmo!   
condemontecristo | Seguir utilizador | 2 pontos | 1:35 | Segunda feira, 28 de Janeiro de 2013
    Re: 4 ou 40? Salazar dizia o mesmo!   
opaisquetemos | Seguir utilizador | 1 ponto | 16:32 | Domingo, 20 de Janeiro de 2013
Portugal precisa de 4 anos sem democracia
AMIGUEL
Parabéns ao autor do texto!
Só com pessoas responsáveis e competentes poderemos sair da podridão em que nos encontramos e encarar o futuro com esperança.
Teremos de ser capazes de deixar aos nossos filhos e netos um País em que valha a pena viver.
Concordo, subscrevo e apoio esta proposta.
Sem medidas desta natureza, aqui sugeridas, e outras ainda possíveis, Portugal caminha par uma maior desgraça, desde que a liderança seja concretizada por mentirosos, incompetentes, autistas corruptos como Passos Coelho, Relvas & Cª..
A maior parte quer fugir das suas responsabilidades. Temos sido governados por pessoas que não estão preparadas. Apenas para se encherem, encherem os amigos e uma banca sequiosa a explorar a torto-e-a-direito.
É preciso "enfrentar-o-touro-pelos-cornos", mas não é com esta gente instalada.
Outros têm contribuído para este estado de coisas, mas "não vale a pena chorar o leite derramado".
Terá que chegar a hora de responsabilizar esses também, que não são poucos e se pavoneiam por aí insultando gente digna que trabalhou honestamente para que Portugal seja uma terra credível.
Não podemos meter a cabeça na areia para não vermos nem fazermos o que devemos. Aí sim, os nossos vindouros responsabilizar-nos-ão por termos sido inacapazes de nos vermos livres de uns abutres criminosos que destróiem e vendem Portugal, vendendo-se e governando-se.
Precisamos de medidas para o desenvolvimento a para a moralização da Sociedade
Agora, a hora é de salvar Portugal!!

Seguir utilizador | 1 ponto | 14:57 | Terça feira, 22 de Janeiro de 2013 Responder
Mas...
AntonioCaliforniaUSA
...ha de facto "democradia", em Portugal? Nao sabia...
Seguir utilizador | 1 ponto | 21:43 | Terça feira, 22 de Janeiro de 2013 Responder
...gostaria...
O Conselheiro de Estádio
...gostaria de dizer que o sistema capitalista não pode ser "afinado" por boas ideias e intenções!
Seguir utilizador | 1 ponto | 22:02 | Terça feira, 22 de Janeiro de 2013 Responder
...nem..
O Conselheiro de Estádio
...nem pode ser "afinado" nem "amaciado".
Um sociedade estruturada e assente num grupo minoritário de detentores de capital que explora o trabalho de milhões de outros seres humanos...Uma sociedade onde a acumulação crescente da riqueza nas famílias capitalistas se faz á custa da cada vez mais extrema miséria dos trabalhadores, não pode ser "amaciada" com propostas calmantes.
O capitalismo, desde o seu surgimento até ao seu colapso, foi e será sempre disigualdade económica e social.
Quem pensa que o pode "afinar" com sugestões equilibradoras, está metido numa perspectiva inglória!
Seguir utilizador | 1 ponto | 12:41 | Quarta feira, 23 de Janeiro de 2013 Responder
    Re: ...nem..   
opaisquetemos | Seguir utilizador | 2 pontos | 12:50 | Quarta feira, 23 de Janeiro de 2013
    Re: ...nem..   
O Conselheiro de Estádio | Seguir utilizador | 1 ponto | 23:13 | Quarta feira, 23 de Janeiro de 2013
A GRANDE DIFICULDADE
cafigueiredo
Pois é. Esse é o grande problema, governar em democracia. Já chegaram quarenta e tal anos sem essa receita.
Quanto ao artigo, acho muito extenso, chato e cheio de lugares comuns. Tem o mérito de dizer algumas verdades, especialmente a dos deputados pois é coisa tabu, raramente alguem fala disso.
Seguir utilizador | 1 ponto | 19:11 | Quinta feira, 24 de Janeiro de 2013 Responder
Populismo perigoso
Álvaro Costa
Salazar e Manuela Ferreira Leite certamente subscreveriam este programa. Aqui remetem-se as causas e soluções para casos pontuais, sem uma visão global e contextualizada internacionalmente. E aceita-se
sem contestação a dívida especulativa e fraudulente que está na rais do problema. Ditadura é sobre os traidores que assim venderam Portugal aos interesses da grande finança internacional!
Seguir utilizador | 1 ponto | 23:43 | Domingo, 27 de Janeiro de 2013 Responder
Oiça, Carlos!
Atentif
"Oiça!" - É desta forma arrogante que o Portas - certamente um dos políticos que você admira - se dirige às pessoas. Ele é do tipo que acha "béeem" e estiloso esse estilo pretensioso e balofo.

Vocês estão a mais neste país. Os portugueses começam a não aguentar a vossa arrogância e estas propostas pseudo técnicas, de quem na verdade não percebe nada de nada.

A democracia não deve ser suspensa nunca, ela tem é que ser aumentada, o maior defeito dos portugueses é não saberem funcionar em democracia. Um bom sitio onde constatei isso foi nos condomínios, e se quiser outro exemplo, as aulas, ou ainda outro, as reuniões profissionais: já não referindo que muitas pessoas nem sabem falar na sua vez, pior é não terem coragem para exprimir realmente o que sentem e correrem os respetivos riscos.

É claro que para problemas complexos, há dois tipos de soluções: a SIMPLES, que é a sua e a da senil da Ferreira Leite - suspender a democracia (!?!?), que não leva a nada a não ser mais e mais atraso, masi e mais arbitrariedades e abusos; ou a COMPLEXA, porque todos os problemas complexos requerem soluções complexas - não se trata um cancro decretando a suspensão da doença e receitando aspirinas. Trata-se recorrendo a uma bateria complexa de soluções, seja num tratamento da medicina convencional seja num tratamento homeopático, qualquer um deles é complexo.

Os portugueses precisam de mais democracia, exigência e transparência do sistema, nunca o contrário.
Seguir utilizador | 1 ponto | 18:37 | Quinta feira, 31 de Janeiro de 2013 Responder
    Re: Oiça, Carlos!   
joao vitor pereira | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:04 | Quinta feira, 31 de Janeiro de 2013
    Obrigado,   
Atentif | Seguir utilizador | 1 ponto | 20:48 | Quinta feira, 31 de Janeiro de 2013
31 comentários
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