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Olímpicos? Deixem-nos beber um copo... sem militares por perto

Rui Tavares Guedes

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Em vésperas de Jogos, a vida corre como de costume em Londres: com um copo ao fim da tarde. E sem que se notem grandes medidas de segurança

Foto de família – Miguel é o rapaz de óculos
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Foto de família – Miguel é o rapaz de óculos

COLÉGIO NUNO ÁLVARES, de Tomar - Famoso pelo rigor do ensino e pela disciplina, acolheu Relvas e os dois irmãos em 1974
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Miguel Relvas - Não foi um aluno brilhante no Colégio Nun’Álvares, de Tomar, mas conseguiu vencer adversidades várias e começou a dar nas vistas na JSD, nos anos 80
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MILITÂNCIA Miguel Relvas foi diretor do jornal do colégio e escreveu notas biográfi cas sobre Sá Carneiro em boletins da JSD
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JOTAS Relvas, no seu tempo de JSD, entre amigos de lutas estudantis e militância política
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RELVAS E ELSA Amigos muito chegados desde o colégio, ela reconhece que ele levava a política «mais a sério»
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FORMIGUINHA Relvas vivia para as reuniões e lutas partidárias. Aqui, com Carlos Coelho, que chegaria a secretário-geral, e Casimiro Serra, da JSD
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SEM TRAIÇÕES - João Moura, de Ourém, e Relvas, num evento da JSD. «Quando me quiseres criticar, avisa-me», disse-lhe Miguel
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PODER Desde cedo, Miguel se sentou à mesa do cavaquismo e das fi guras mais infl uentes. Aqui, com Cavaco, Couto dos Santos e Marcelo Rebelo de Sousa
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COM PEDRO O atual Primeiro -Ministro foi uma aposta pessoal de Relvas desde as «guerras» da JSD com Cavaco
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FIDELIDADES Apoiante de Pedro Pinto, Relvas veria, anos depois, o ex-presidente da JSD entrar-lhe em casa, de manhã, para jogar Football Manager
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VÍTIMA? Relvas sempre teve relação próxima com jornalistas. Hoje responsabiliza a Imprensa pelos «casos» em que se vê envolvido
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MEU BRASIL Jorge Bornhausen, Paulo Elísio e César Maia. Três amigos das suas andanças brasileiras
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A PERGUNTA Aguentará o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho sem sacrificar o seu operacional no Governo?
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VIAGENS Brasil e Angola têm sido os destinos preferidos de Relvas para contactos políticos e negócios
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FIRME? Cresce a contestação à continuação de Relvas no Governo, mas os amigos dizem que ele é duro de roer. Será?
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No Parque Olímpico estão concentrados 18 mil militares, vestidos de camuflado como se fossem entrar para uma guerra. E entram, se for preciso. Todas as instalações estão sob vigilância permanente, os carros que entram no recinto, protegido por altas vedações e muros de areia, são vistoriados por dentro e por fora, e todas as pessoas passam por um controlo que é, muitas vezes, bastante mais rigoroso do que na maioria dos aeroportos.

No resto de Londres, no entanto, só se vêem militares nas primeiras páginas dos jornais. E, mesmo assim, só nos periódicos estrangeiros que por aqui se vendem. Pelo menos é essa a realidade nos dias que antecedem o início das competições.

Percorrer a margem sul do Tamisa (o chamado South Bank), pelo enorme passeio de Queens Walk, sempre junto ao rio, dá a verdadeira dimensão de como hoje Londres é uma cidade de duas caras, radicalmente distintas. É uma cidade militarizada e fortemente vigiada nos locais de competição e de reunião dos atletas internacionais, e absolutamente tranquila, descontraída e livre em muitos outros locais. Nalguns deles até com um ambiente expontâneamente eufórico, por causa do Verão inesperado (há uma semana, as previsões eram de chuva e frio...) que se vive nos últimos dias, com um Sol radioso, céu azul e temperaturas que rondam os 29 graus.

"É preciso aproveitar. O Verão em Londres só costuma durar uma semana. É esta", avisa-me Denise, uma brasileira que, há 13 anos, trocou o calor de São Paulo pela "vida melhor" na capital inglesa.

Mas é por causa desse Verão que mais e mais pessoas saem à rua e ficam por lá até muito depois de o Sol desaparecer, sem que sopra uma brisa fresca. E os londrinos aproveitam os relvados dos seus inúmeros parques para tomar banhos de sol e a margem sul do Tamisa, repleta de bares, restaurantes e esplanadas, para beber o inevitável e tradicional copo de fim de tarde. Sem vigilância e em liberdade. Durante quanto mais tempo?