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London Remix (3): Um português no pódium de Londres 2012

Rui Tavares Guedes

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Português nas medalhas; um francês que dá "bigodes" a Lochte; uma portuguesa histórica no badminton; e nadadoras precoces, na memória do terceiro dia de competições

1. Um português no pódium da natação Atenção que não está escrito que ele subiu. Mas a verdade é que na segunda-feira, 30, um português esteve na cerimónia de entrega de medalhas dos 200 metros livres masculinos, que coroaram o francês Yannick Agnel como uma das figuras destes Jogos. Foi Paulo Frischknecht, o antigo nadador olímpico (1976 e 1980) que agora pertence ao conselho executivo da Federação Internacional de Natação. A sua função: entregar o ramo de flores tradicional aos vencedores. Mas viu o seu nome nos écrans do Parque Aquático e esteve mesmo, mesmo junto ao pódium, e a posar para as fotos oficiais. O único português a fazê-lo em Londres, pelo menos por enquanto...

2. Lochte quê? Viva Agnel!  A proclamação de Ryan Lochte como a grande estrela da natação destes Jogos foi uma notícia manifestamente exagerada. Em duas noites seguidas, o norte-americano que ficou famoso, no primeiro dia, por derrotar Michael Phelps, acabou por levar aquilo que se chama dois "bigodes" intratáveis do francês Yannick Agnel. Primeiro na última série da estafeta dos 4x100 metros, e na terça-feira à noite na final dos 200 metros livres. Em ambas Agnel foi imperial. E na segunda, Lochte até ficou fora das medalhas.

3. Nadadoras precoces  Primeiro foi a chinesa Ye Shiwen, de apenas 16 anos, a surpreender quando retirou um segundo ao recorde do mundo dos 400 metros estilos, no Parque Aquático de Londres. Agora, foi a vez da lituana Ruta Meilutyte, na vitória renhida nos 100 metros bruços. A idade dela: 15 anos! De repente, a natação começa a fazer lembrar a ginástica feminina...

4. Dia histórico para o badminton português Finalmente, ao fim de quatro participações em Jogos Olímpicos, há a registar a vitória do primeiro jogo na história do badminton português nesta competição. A autora da proeza foi Telma Santos, de 28 anos, que derrotou, em dois sets, Thilini Jayasinghe, do Sri Lanka. Vistas bem as coisas é este o retrato mais verdadeiro do desporto português: vir aos Jogos tentar fazer aquilo que nunca tinha sido feito. Mesmo que pareça poucochinho...