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O melhor aluno da escola não me faz sombra

Ler com os ouvidos

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Leia a crónica e ouça aqui o que leu contado pelo piano de Júlio Resende

Quando em tempos, entre o chão e o céu, eu media pouco mais que um metro (ainda hoje só os centímetros me levantaram os pés, que subir mais de dois metros em direcção ao céu é ainda mania pouco natural) havia um jogo de computador em que jogávamos contra a nossa própria sombra. Ou seja, depois de jogarmos uma vez sozinhos, a nossa personagem jogava sempre contra si mesma, representada por uma sombra que tínhamos de seguir e ultrapassar para vencer. Era uma alegria quando ganhávamos à própria sombra (qual Lucky Luke ou Peter Pan). O meu maior rival, em cada jogo, era eu.

Ser o melhor aluno da nossa escola sempre significou algo parecido a este jogo para mim: saber que todos os meus colegas têm também uma sombra que terão de superar, e que eu não lhes faço sombra alguma.