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O mundo é dos otimistas

Estamos prontos para ir à luta com mais vontade do que nunca de provar que valeu a pena acreditar na melhor newsmagazine do País

O título é provocatório. O mundo é dos otimistas, mas não de quaisquer uns: é dos otimistas com cabeça e com os pés bem assentes na terra, que arriscam e que arrojam, que não se assustam com as novidades, que sentem o “ar dos tempos”, que não têm medo de mudar e que, se for preciso, vão contra a corrente. Em suma, o mundo é dos que têm visão.

Para estar nos media hoje em dia é preciso ser tudo isto, e quiçá um bocadinho mais: um pouco louco, um pouco sonhador, um pouco idealista. Na VISÃO, os últimos dois meses e meio fizeram-nos questionar se seríamos outro tipo de otimistas – os perigosos. Se não estaríamos, inebriados com bons números, projetos e muitas ideias, a ver um filme diferente, uma realidade alternativa estupidamente otimista e… completamente errada.

É que, apesar de a Impresa ter anunciado, em agosto, que queria vender a VISÃO e a sua unidade de revistas e fazer um reposicionamento estratégico – opção que respeitamos e que não nos cabe avaliar –, 
ficámos otimistas. Desde os primeiros momentos que percebemos que a VISÃO teria um futuro promissor pela frente. Falámos com várias pessoas, fizemos muitas contas e avaliámos diversas alternativas de negócio.

Percebemos rapidamente que não seríamos os únicos a acreditar na força desta grande marca, que é hoje o terceiro título de informação em Portugal com maior audiência, o que tem mais assinantes e que conta com mais de 400 mil leitores. Não seríamos, com certeza, os únicos a acreditar, sobretudo nestes tempos de fake news, de profusão de lixo digital e de falta de foco e edição, na importância do jornalismo de qualidade, isento, rigoroso, fiável, que esta grande equipa faz, tanto em papel como no digital. E que existiria quem quisesse partir connosco para uma nova fase, em que a VISÃO será a prioridade e se apostará em explorar, com criatividade e arrojo, todo o potencial de mercado que sabemos que o título tem.

Foi esta segunda-feira anunciado que as negociações para a compra da VISÃO e de outros 11 títulos pertencentes à Impresa Publishing transitaram para a fase de negociação exclusiva, depois de apresentada uma proposta por parte de Luís Delgado (comentador político e empresário, que foi jornalista, presidente executivo da Lusomundo Media, administrador da agência Lusa e principal proprietário da Time Out, com uma ligação de décadas à comunicação social).

Se tudo se concretizar, e for adiante a proposta, em 2018 teremos uma nova vida pela frente, fora da Impresa e do seu fundador, Francisco Pinto Balsemão, que muito admiramos. Teremos novos desafios, mas manteremos o mesmo compromisso de honra com os valores inalienáveis da isenção, do rigor, da independência e do respeito pelos princípios éticos e deontológicos pelos quais nos pautamos. E estamos prontos para ir à luta com mais ideias, mais garra e mais vontade do que nunca de provar que valeu a pena acreditar na melhor newsmagazine do País – aquela que merece a sua confiança. Afinal, é disto que falamos quando falamos de marcas de referência: de confiança, este valor essencial e cada vez mais importante num setor em turbulência. Mudam-se os tempos, mudam-se as plataformas e as maneiras de chegar às pessoas, mas uma coisa não mudará: os consumidores (leitores, espectadores ou consumidores de conteúdos como agora lhes chamam) sempre quiseram e vão continuar a querer ter em quem confiar.

Trabalharemos todos os dias, como até aqui, para não desiludir esta confiança. Contamos consigo, e sobretudo com os nossos muito estimados assinantes que connosco mantêm uma relação tão duradoura e especial, para estar ao nosso lado nesta nova fase da nossa existência. Vamos construir juntos, acreditamos, um futuro com mais VISÃO.