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Os 20 pensamentos mais tóxicos

Mude de pensamentos e vai ver como a sua vida, também muda. Os 20 pensamentos mais comuns que podem intoxicá-lo, fazer com que se sinta menos bem consigo e com a sua vida, achá-la sem graça, sem cor, sem interesse, rotineira… são os que se seguem

Certamente já se interrogou: “Mas, por que raio estou eu a pensar nisto?”

Esta constatação designa-se de autoconsciência. Mas, o problema é que a maior parte do tempo esse “filtro” não funciona e você nem se apercebe do que está a acontecer na sua mente, enquanto o seu corpo vai dando os mais variados sinais de que algo de “estranho” se está a passar.

A ansiedade que sente, o stress, a angústia, a tristeza, o sufoco, o cansaço, as dores de cabeça ou de costas, assim como uma série de outras patologias, podem ser consequência de um só pensamento repetido, como de uma centena deles. Estes podem ser facilmente ou dificilmente identificados, tal como as muitas crenças que se encontram por detrás deles.

Mas, se estiver atento pode “apanhá-los”, interrogar a sua presença, criticá-los, mandá-los passear e substituí-los por outros que o façam sentir bem.

Os 20 pensamentos mais comuns que podem intoxicá-lo, fazer com que se sinta menos bem consigo e com a sua vida, achá-la sem graça, sem cor, sem interesse, rotineira… são os que se seguem:

O PASSADO

Sim, todos nós passamos demasiado tempo a pensar no que aconteceu e menos tempo a pensar no que está a acontecer.

Estar focado constantemente no que aconteceu lá atrás, especialmente nos acontecimentos menos bons que experienciou, pode fazer com que perca grandes oportunidades que a vida lhe está a dar neste momento.

Viver de mágoa e ressentimentos cristalizados, assim como tentar encontrar a borracha mágica que apague os erros cometidos, levam-no a desligar-se da luz do mundo e a viver na escuridão de um planeta distante em que nada de novo acontece porque o que acontece é o que já aconteceu.

Aceite que foi o que foi, perdoe, perdoe-se, coloque os dois pés no presente e viva. Nada do que possa pensar ou fazer pode alterar o que aconteceu. Então porquê gastar a sua energia empurrando “moveis antigos” de um lado para o outro?

A vida está a acontecer agora, lá fora, fora desse passado. Então de que adianta ficar a remoer algo que não existe mais?

Guarde as aprendizagens, perdoe e viva o Agora.

CULPA

Culpabilizar-se por tudo e por nada e assumir constantemente uma culpa que não têm é dos pensamentos mais mortíferos que existe.

A culpa pesa toneladas e carregá-la às costas pode fazer com que as suas costas vão arqueando, não consiga tirar os olhos do chão e perca o espetáculo que é a vida.

De cada vez que sentir culpa, pergunte-se por que motivo o está a sentir. Aliados a fortes sentimentos de culpa podem estar um conjunto de crenças, como a de que “faço tudo mal”, “não tenho capacidade”, “tenho de fazer o impossível”, “tenho de aguentar” ou “tenho de agradar”. Interrogue a sua validade e sentido. Será que lhe fazem bem?

Livre-se da culpa e das crenças que a suportam e viva responsavelmente, não culposamente!

COMPARAÇÃO

Sabe de onde vem aquela sensação de pequenez, frustração e impotência que por vezes sente? Pode vir da constante comparação com os outros, com os seus feitos e conquistas.

A comparação sistemática com aquilo que os outros são ou fazem é tão tóxica quanto fumar.

Esqueça os outros, foque-se em si. Sim, pode e deve inspirar-se, não sentir a exigência de ser igual ou fazer igual. Isso é uma utopia. Você é único. Os outros são únicos. Eu disse inspirar-se em pessoas e percursos de vida notáveis que possam contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e crescer em amor, em generosidade, em integridade, em empatia e perdão.

EXIGENCIA DESMEDIDA

Cada vez me deparo com mais pessoas exigindo a si próprias o impossível. E pergunto-me: Onde querem chegar? O que querem provar? A quem o querem provar?

Será que esta exigência desmedida os faz sentir bem? Pelo contrário! Quando maior a exigência, maior a exaustão emocional, psicológica e física. Mas não só! Também o sentimento de frustração e vazio aumentam.

A urgência de corresponder, de estar à altura, de cumprir… de provar fá-los correr uma maratona diária, descalços se preciso, para alcançar o “prémio”.

Se sente o acima descrito, pergunte-se: Quem me disse que a vida era isto? Porque acredito que o seja? O que me faz sentir bem?

PERFECCIONISMO

Se não somos perfeitos porque nos exigimos sê-lo? Pior, exigimo-nos ter relações perfeitas e cor-de-rosa e quando não são, pensamos em saltar fora.

Quanto mais depressa aceitar que é imperfeito, comete erros, tem falhas, engana-se, faz disparates, não sabe tudo, não é o dono da verdade…melhor para si e para os outros que se relacionam consigo.

Se sente que é demasiado perfeccionista, tente deixar de o ser e comece a aceitar as suas imperfeições. Vai ver como é mais fácil aceitar as dos outros e melhorar as suas relações.

MUDAR O OUTRO

Quantos “metros” de pensamentos tem por dia a pensar que talvez virando o seu companheiro de “pernas para o ar”, ele mude?

Muitas pessoas continuam a acreditar ser responsabilidade sua mudar os outros, isto é, ter poderes especiais para o fazer, mesmo quando o outro não quer e já disse um milhão de vezes que gosta de ser assim e não vai mudar.

O brutal desgaste desta frustrante tentativa leva muitos à exaustão emocional e física, carregando a culpa pela incapacidade de o fazer.

Pare de tentar mudar quem quer que seja. Tente perceber o que o irrita mais e porquê. Sabia que aquilo que o desespera pode estar relacionado com as suas próprias dificuldades?

Em vez de mudar quem quer que seja, expresse o que sente, veja como a pessoa reage e se existem atitudes e comportamentos que possam ser alterados, mas esqueça mudanças de personalidade, afetividade e empatia do outro mundo porque não vão acontecer e apenas se vai desgastar.

Perceba especialmente se consegue aceitar a pessoa como é, e a partir dai defina como se vai relacionar e que relação quer ter com ela.

TER O CONTROLO

Se pensa que pode ter o controlo sobre tudo o que acontece na sua vida e nas dos outros, esqueça!

Para além de ser uma missão impossível, vai dar consigo em doido.

A necessidade de controlo permanente é uma forma de nos sentirmos mais seguros, mas suga-nos a nossa energia.

Muitas vezes a dificuldade em partilhar, confiar e delegar tarefas, prende-se com essa mesma necessidade de estar no controlo de tudo com todas as consequências daí advenientes do “só eu é que sei fazer!”

Tente pensar como se sentiria se não tivesse de o fazer?

Será que a sua mente não está a ser sua inimiga?

Será que esses pensamentos de “eu tenho, senão…” estão a fazer-lhe bem? “Senão, o quê?”

PARE DE JULGAR

Nada desgasta mais o ser humano do que estar constantemente a criticar e a julgar os outros, e para além de se esgotar a si, esgota os outros.

Pergunte-se se esses juízos de valor negativos quando constantes lhe fazem bem? O que o fazem sentir? Se canalizar essa energia para a sua vida a fazer o que realmente lhe faz bem e o deixa alegre, vai ver que é uma boa decisão.

Deixe os outros e a vida dos outros seguirem o seu curso e foque a sua atenção em si.

Aceite os outros como são, com as suas dificuldades e virtudes e vai ver como se vai sentir muito melhor.

PESSIMISMO E NEGATIVISMO

Pensamentos negativos e pessimistas fazem-lhe tanto mal como não ter uma alimentação saudável, não dormir ou não fazer exercício. Ver a vida através de um túnel escuro, não lhe faz bem nem a si nem as pessoas que o rodeiam.

Muitas vezes este pessimismo e negativismo passa de gerações em gerações e é apreendido desde cedo na relação parental, mas está sempre a tempo de mudar, de acender uma luz nesse túnel, depois outra, depois outra…até que um dia se apercebe que o túnel deixou de existir. Interrogue cada pensamento negativo e pergunte-se: será mesmo assim? Poderá ser diferente? Estou a fazer-me bem?

PROFECIAS AUTO-REALIZAVEIS

Querer adivinhar o que vai acontecer é algo comum a todos os seres humanos e não lhe faz mal, a menos que o faça através de profecias que não lhe fazem bem algum, como por exemplo: “A minha vida vai ser sempre um desastre” ou “nunca vou encontrar uma namorada”!

Ninguém tem o poder de saber o que vai acontecer no momento seguinte, quanto mais num futuro longínquo. Então porquê gastar a sua energia e o seu tempo de vida a pensar naquilo que pode acontecer de menos bom no futuro? Se quiser pensar, pense no que de maravilhoso acontecerá e vai ver como se sentirá muito melhor!

NEGAÇÃO

Fazer de conta que nada aconteceu ou não está a acontecer, são estratégias de defesa da mente para não termos de lidar com situações para as quais não estamos preparados, designadamente, conflitos.

Pensamentos de negação do género “estamos zangados, mas vai resolver-se por si”, ou “estou magoada, mas se não falar, passa”, para além de não resolverem nada podem fazer com que viva um intenso conflito interno.

Expresse o que sente! Converse com uma pessoa da sua confiança.

GENERALIZAÇÕES

Todos as fazemos, mas também não nos fazem bem algum.

Pegamos numa parte do “todo” e generalizamos rápida e, a maioria das vezes, inconscientemente.

“És sempre o mesmo”, “Nunca fazes nada bem” são expressões bem elucidativas dessa realidade que podem ser dirigidas aos outros como a si próprio.

Tente estar atento, e tente “caçá-las”, pois são minas nas relações e na sua autoestima.

VINGANÇA

Pensamentos de vingança relativamente a situações mal resolvidas, fazem-lhe tanto mal como comer ervas daninhas. Sente o sabor?

Tudo aquilo que pode pensar a este respeito faz-lhe pior a si do que qualquer “castigo” que venha a ser aplicado ao outro.

Não estou a dizer que não vá a tribunal fazer valer os seus direitos se estes foram violados, mas que o distanciamento, a indiferença e, sobretudo, o perdoar e perdoar-se, são o caminho mais rápido para se sentir melhor, deixar que a sua vida siga em frente e libertar-se.

INVEJA

Todos podemos sentir inveja dos outros em determinadas situações.

O mais importante é saber que essa pode ser uma inveja sabotadora ou inspiradora.

Se for inspiradora fá-lo-á sentir bem, os outros serão vistos como mentores e o seu sucesso como fonte de inspiração para grandes feitos.

Se for sabotadora, então pode fazê-lo sentir mal, pequeno, incapaz, com raiva e revolta por não ser e não ter o mesmo. Cuidado porque este tipo de inveja em vez de ser motivadora e do entusiasmar a ser uma pessoa melhor e a crescer em amor, pode fazer com que aconteça o oposto e tornar-se uma pessoa amarga.

NÃO CONSIGO

Pensamentos destes são para deitar no caixote do lixo mais próximo e substituir por “Eu consigo!” porque são muito limitadores.

É natural que se tenham transformado em crenças absolutas e enraizadas e seja preciso uma implosão para as destruir, mas se assim o determinar e escolher, todos os dias, Vai Conseguir.

O seu valor é você quem o define e é intocável.

MEDO

Aqui está a explicação para deixarmos de fazer o que mais gostamos, queremos e sonhamos.

O medo é incapacitante, limitante, constrangedor, sufocante.

Sim, protege-nos em muitas situações, mas quando o alarme está sempre a tocar, algo se passa.

Preste atenção ao seu discurso interno e registe quantas vezes por dia se diz a si próprio “tenho medo de…!

Muitas crenças também se encontram por detrás dos medos que sente. Tente identificá-las, pergunte-se se realmente o protegem ou limitam, e liberte-se!

AUTOESTIMA

Todos, uma vez por outra, ou mais frequentemente podemos não ter os melhores pensamentos sobre nós, colocarmos em questão as nossas capacidades, talentos, aptidões, dons, bondade… sermos boas ou más pessoas.

Os pensamentos que temos acerca de quem somos influenciam determinantemente a forma como nos sentimos. Por detrás deles está a imagem que os nossos pais nos deram de nós próprios e um conjunto de experiências vividas ao longo da vida. No entanto, é sempre possível pensar-se de forma diferente, especialmente se os seus pensamentos o fazem sentir menos bem. A psicoterapia apresenta excelentes resultados nesta área, e existem pessoas que o podem ajudar a gostar ainda mais de si.

PREGUIÇA

Muitas pessoas têm inúmeros pensamentos de “resistência” ao longo do dia.

Resistência em levantar-se da cama, ir trabalhar, ao ginásio, estudar, fazer as tarefas de casa, namorar… e pergunto, vale a pena tê-los? Não tem de fazer tudo na mesma?

Sabe que energia eles lhe roubam? Sabe quantos desafios interessantes o fazem perder?

A coragem de esquecer/superar a preguiça a maioria das vezes traduz-se em conquistas surpreendentes, no estímulo da autoestima e autoconfiança e num maior sentimento de bem-estar.

A vida é uma passagem. A preguiça um empecilho que devemos “saltar” e, de quando em vez, deixar ficar e… saltar de novo!

QUEIXA E VITIMIZAÇÃO

O que sente quando se queixa vez após vez?

Sente-se bem?

E quando se vitimiza?

Não estou a dizer que não expresse as suas emoções, apenas a perguntar-lhe se o faz repetidamente, porque pode ser você que está a provocar esse mal-estar a si próprio.

Pergunte a outras pessoas se o sentem. Registe num papel cada vez que se der conta que o está a fazer.

A vida é deslumbrante demais para a viver dessa forma.

DESCONFIANÇA

Não confiar parece estar na ordem do dia e ser uma das “catástrofes” da sociedade em que todos vivemos.

A dificuldade que muitos sentem em confiar no namorado/a, companheiro/a, amigos, chefes, pessoas com quem se relacionam, até mesmo em pessoas da própria família, é por demais evidente, podendo gerar um sentimento de ameaça constante e de necessidade de se auto-proteger.

Este sentimento pode ainda estar relacionado com a confiança que tem em si próprio ou com experiências marcantes.

Seja qual for a sua origem, são pensamentos que o fazem sentir menos bem, que podem condicionar a sua vida e a sua segurança, pelo que deverá estar atento a eles e questionar a sua veracidade.

Em forma de síntese, observe o que anda a pensar e aquilo em que acredita, pois alguns desses pensamentos podem não ser tão seus amigos quanto pensa.

E não se esqueça, para além dos seus pensamentos existe um “Eu” maior que é quem escolhe o que pensar.

Pense e acredite no que lhe faz MUITO BEM!

www.margaridavieitez.com

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Margarida Vieitez

Margarida Vieitez

RELAÇÕES

Margarida Vieitez é especialista em mediação familiar, de conflitos e aconselhamento conjugal, e dedica-se há mais de 20 anos ao estudo e acompanhamento de conflitos de diversa ordem, nomeadamente, familiares, conjugais e divórcio. Detentora de seis pós graduações, entre as quais, em Mediação Familiar pela Universidade de Sevilha, em Mediação de Conflitos e, em Saúde Mental, ministrou vários cursos de Mediação Familiar no Instituto de Psicologia Aplicada, estando frequentemente presente em conferências e seminários. Autora de vários livros, dentro os quais, "O melhor da vida começa aos 40", "Sos Manipuladores" e "Pessoas que nos fazem Felizes" .