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Filipa Namora

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ARQUITETURA E INTERIORES

Caixas, caixotes e malas... usar e reutilizar!

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Filipa Namora

Com um verniz, uma lixa, um papel autocolante ou mesmo uma tinta, os caixotes abandonados podem virar algo completamente diferente e isto pode ser o que precisa para deixar a sua casa ainda mais bonita e intimista

Sem me aperceber da razão, os meus passos conduziram-me ao sótão da casa, esquecido entre cheiros e memórias de um passado. O meu olhar parou em algumas malas, colocadas num canto, e em velhas caixas e caixotes que alguém tinha deixado, como se soubesse que um dia poderiam ser reutilizáveis.

Hoje, vamos reutilizar alguns materiais na decoração de espaços interiores e exteriores, de uma forma elegante, criativa e económica.

As caixas e os caixotes começam a ter outro tipo de finalidade para além da usual arrumação. Estas peças são bastante interessantes e versáteis, na medida em que se adaptam a todos os tipos de ambiente, o que se deve, entre outras razões, às suas diferentes formas, cores, texturas e materiais. Com um verniz, uma lixa, um papel autocolante ou mesmo uma tinta, os caixotes abandonados podem virar algo completamente diferente e isto pode ser o que precisa para deixar a sua casa ainda mais bonita e intimista. O seu ritmo pautado por cheios e vazios facilmente se desenvolvem e encaixam em jogos singulares e dinâmicos. Precisa de arranjar forma de arrumar e organizar aquele espaço desordenado? Pegue em caixotes, de madeiras ou plástico, e transforme-os em baús, estantes, gavetas, sapateiras… sei lá… num imenso cenário em que a imaginação é o limite!

Se quiser aproveitar estes elementos para decorar as suas divisões, porque não pensar em usá-los como uma mesa de centro, molduras de parede, cabeceiras de cama ou floreiras?

As caixas e as malas são outro mundo, onde a sua imaginação pode voar! As malas trazem um toque vintage e ares retrô à sua casa. Sem contar com a carga emocional que acompanha o objeto já muito utilizado, ele pode trazer memórias de viagens e deixar um sentimento saudosista. Com cores, formatos, materiais e tamanhos diferentes, podem ser utilizadas nas mais variadas formas: empilhadas, enfileiradas, colocadas ao acaso ou mesmo num móvel. Se for mais ousado e tiver muitas caixas e malas, porque não compor uma parede só com estes elementos? Ainda assim, elas serão sempre uma boa resposta para preencher um canto, servir de apoio para um sofá, fazer uma mesa de cabeceira, um aparador, uma secretária, um banco para apoio dos pés… um mundo infindo de ideias.

Uma boa ideia é empilhar malas de diferentes tamanhos e posicioná-las em cantos estratégicos do quarto ou da sala, trazendo assim mais personalidade ao ambiente. Pode ainda brincar com elas, forrá-las, abri-las e transformá-las em originais bares, despenseiros, chaveiros, roupeiros, móveis de apoio a casas de banho, em que no fundo, a sua organização interior será uma grande ajuda para arrumar, de uma forma original e pessoal. Se gosta de animais, tanto quanto eu, ainda pode converter uma velha mala numa fancy bed para o seu animal de estimação.

Viajando no mundo das memórias, comprando peças em mercados antigos ou resgatando o que tem perdido num canto da sua casa, ouse, crie e seja irreverente!

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Filipa Namora

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ARQUITETURA E INTERIORES

Natural do Porto, Filipa Namora (1986) é mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Divide a sua atividade profissional entre a arquitetura e, sobretudo, design de interiores. Neste âmbito, tem desenvolvido diversos projetos em várias cidades do país, incluindo espaços de hotelaria (de um hotel centenário em São Pedro do Sul a alojamentos locais de gama média-alta no Porto), bares, restaurantes e várias moradias de luxo. Em cada projeto aposta na autenticidade do espaço e tenta criar uma atmosfera de charme, requinte e conforto. Odeias clichês e não dispensa um bom copo de vinho.