Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

20 sinais alarmantes de que a sua relação corre perigo

Getty Images

Saiba quais são os avisos que a sua mente, emoções de corpo lhe dão para lhe dizer que a sua relação está a acabar

Estes são os 20 Sinais que precisa de conhecer para conseguir evitar, a tempo, a rotura e a separação.

1 - Sente-se sozinho ao lado do seu companheiro?

Este é um dos sinais mais reveladores de que algo não está bem. Não é natural duas pessoas que se amam sentirem-se sozinhas na presença do outro. Este sentimento de solidão, a maioria das vezes, origina-se na dificuldade em conversar, em expressar emoções, na falta de empatia, atenção, aceitação, interesse, partilha, ajuda e apoio.

Pior do que falar é não falar sobre esse sentimento de solidão, fazer de conta que não o sente e colocá-lo no sótão da sua mente. Se não quer andar escadas acima, escadas a baixo, a visitá-lo repetidamente, e a fazer de conta que está tudo bem quando não está, pense sobre o que a/o impede de dizer ao seu companheiro/a: “Sinto-me sozinho/a”! Do que tem medo? O que evita?

Poderá ter a surpresa de o seu companheiro/a lhe responder: “Eu também!” e uma porta há muito fechada se abrir e trazer alguma luz à vossa relação.

2 - Sente que a relação é pesada, custa respirar, já quase não riem, sente que não têm nada a ver um com o outro?

Uma relação de Amor não é uma cruz a carregar, um inferno, uma prisão, uma tortura, uma obrigação. Uma relação a dois é algo que faz bem aos dois, porque se não faz, o melhor é estar sozinho.

Sim, uma relação de Amor passa por todos os tipos de estrada, mas quando o “carro” não quer pegar e os dois começam a empurrá-lo todos os dias rua a baixo, e ficam logo exaustos para o dia todo, algo se passa.

Quando se pensa no outro e se respira como se estivesse em trabalho de parto e a dar à luz, só de pensar que vai ter de dizer o mesmo pela milésima vez pois ainda não entrou…

Quando já não riem, já não brincam, já não se divertem, já não se desafiam nem se “metem” um com o outro;

Quando tudo é demasiado sério, importante, racional, formal, mecanizado;

Quando olha para ele/ela e não consegue sentir um pingo de sintonia, de conexão, de cumplicidade, de afinidade e se pergunta “Quem és tu?” e “O que faço eu contigo?”,

Provavelmente chegou o momento de o descobrir!

3 - Já não sabe se a/o ama? Ou ama, mas esse amor fá-lo/a sofrer?

Um dos sinais que melhor evidenciam que algo pode não estar a correr bem, é começar a interrogar-se se ama o seu companheiro/a. É claro que essa dúvida pode surgir nas “melhores relações”, especialmente depois de calorosas discussões, mas ela dissipa-se rapidamente, porque os dois conhecem o caminho para encontrar o Amor que vive muito para além dos arrufos, desavenças e conflitos.

Se esta interrogação aterra no seu espírito como aviões no mais movimentado aeroporto, fique atento/a.

Se sente que continua a amar, mas que essa relação o faz sofrer, esse é também um sinal que não pode ignorar. Tente perceber e identificar a causa, ou causas, do seu desconforto. O que o magoa e lhe faz mal? Será que está relacionado com a relação, com o comportamento do seu companheiro/a ou com algum acontecimento da sua vida pessoal? Será que o deve aceitar? Converse com uma pessoa da sua confiança.

4 - As conversas estão impregnadas de críticas e culpa e os silêncios são maiores?

O “bolo” da discussão tem sempre os mesmo ingredientes: culpa, critica, generalização, acusação, ameaças… passados alguns segundos, se perguntar ao seu companheiro/a o que disse, não se lembra, mas você lembra-se!

O registo da guerra está sempre na segunda pessoa do singular, isto é: Tu,tu,tu,tu… bastava que mudassem o registo para: Eu,eu,eu,eu… para tudo mudar.

Se está a ver este filme, ou um outro cujo título é “Silêncio dói”, comece a pensar o que fazer, pois a continuar nessa sala de cinema, um destes dias, ou sai pela saída de emergência divórcio ou começa a somatizar de variadas formas e feitios.

5 - Tolerância: “0”. Compreensão: “0”, Empatia: “0”, Perdão: “0”.

Quatro sinais de que a relação precisa de ir à revisão. Não é o que faz com o seu carro? Então porque não faz com a sua relação? Sentem-se e tentem perceber porque se tratam assim e se fazem mal.

6 - Namoro: “extinto ou em vias de extinção”, Desculpas: muitas!

Se à palavra “namorar” associa passado e as desculpas para não namorarem se acumulam até ao teto, então provavelmente a vossa relação está a precisar de uma lufada de ar fresco e, a não acontecer, poderá, sim, correr perigo.

É assim tão difícil namorar? Se se esqueceu tente recordar um dos momentos mais bonitos quando os dois ainda namoravam. Que emoções sentiu… puxe pela criatividade, dê assas ao sonho e surpreenda quem ama. Deixar de o fazer pode significar o “nós” desaparecer.

7 - Está sempre à espera da próxima guerra e sente necessidade constante de se defender?

A sua relação é um desassossego? Nunca sabe quando a bomba vai explodir? Tem a artilharia pesada sempre pronta a disparar e os mísseis apontados ao inimigo?

Se assim é, você não tem uma relação, tem uma grande confusão na sua vida que só lhe faz mal.

Os dois precisam hastear a bandeira branca e encontrarem-se fora da zona de ataque, baixar defesas, perceber porque sentem necessidade de o fazer e escolher viver a relação e a vida de uma forma mais saudável, porque essa é destrutiva para os dois e destrói qualquer relação.

8 - Sente tristeza, raiva, irritação, ansiedade, injustiça, frequentemente, e vontade de fugir só para ter paz?

Só a voz dela/dele o irrita? As histórias, teorias e piadas são sempre as mesmas e fazem-no sentir desconfortável?

Pensa coisas menos boas a respeito do seu companheiro?

Quando ele/ela vai de viagem é uma maravilha?

Sente imensa vontade de ter paz?

Estas emoções já estão a comprometer a sua estabilidade e equilíbrio emocional, os resultados no seu trabalho e a sua saúde?

Tem dores de cabeça e de costas frequentes? Constipa-se muitas vezes? Dorme aos “soluços”?

Estes são sinais SOS. Não os ignore!

As suas emoções e o seu corpo estão a dizer-lhe que a relação pode estar em perigo. Converse com um amigo da sua confiança e/ou procure apoio.

9 - Existe falta de confiança, faltas de respeito, ou qualquer outro tipo de agressão?

Os ciúmes doentios, a traição e a falta de confiança podem minar uma relação ao ponto de comprometer a sua existência. Não, não é normal andar a ver o telemóvel do companheiro/a, controlar a sua vida ao minuto, desconfiar se está a dizer a verdade, pensar repetidamente que o vai abandonar e trocar por outra pessoa…estas são situações que a continuarem podem fazer com que a relação acabe.

A propósito da onda de violência doméstica que assombra o nosso País, quanto a este tema, preciso escrever em letras bem grandes e a bold o seguinte:

HUMILHAR E CHAMAR NOMES É MUITO GRAVE!

DAR ENCONTRÕES E EMPURRÕES É MUITO GRAVE!

MANIPULAR E PRESSIONAR É MUITO GRAVE!

AMEAÇAR É MUITO GRAVE!

DAR ESTALOS E BATER É MUITO GRAVE!

Gastam-se milhões de euros em outdoors publicitários de bens materiais e campanhas políticas, porque não se pegam nestas e em muitas outras frases e se faz uma verdadeira sensibilização/informação/ consciencialização da gravidade destes comportamentos?

Sim, é imprescindível mudar a atitude por parte das autoridades, a reeducação dos agentes do Estado, rever a proteção à pessoa que denúncia, mais centros de abrigo, mais apoio às associações que trabalham incansavelmente estas problemáticas… mas parece-me que mais importante que tudo isso é:

CONSEGUIR QUE QUEM ESTEJA EM RISCO DE SER VITIMA ou o seja, O SAIBA, e se SAIBA PROTEGER DESDE O PRIMEIRO MINUTO, e isso só se consegue COM INFORMAÇÃO E CONSCIENCIALIZAÇÃO DA GRAVIDADE DESTAS SITUAÇÕES E COM A CRIAÇÃO DE MAIS INSTITUIÇÕES DE APOIO ÀS FAMILIAS PORTUGUESAS.

10 - O “nós” e os afetos desvaneceram-se, a indiferença reina, não se sente valorizado e cuidado?

Nunca há tempo a dois, o interesse pelas necessidades do outro é quase inexistente, o foco está naquilo que está mal, os dois caminham no deserto dos afetos, a rotina tomou conta das suas vidas e o “nós” parece que se apagou sozinho. Não se sentem nem queridos, nem cuidados, nem amados. Os dois, ou apenas um, sentem-se autênticos bombeiros a apagar fogos sem cessar, e pior que isso, é que nem se veem de mangueira na mão, nem valorizam. Se estiver feito, não veem, se não estiver, apontam o erro!

Isto pode acabar em divórcio, cuidado!

11 - Passa a vida a retirar importância ao sucedido, a puxar “a carroça” sozinho, a andar atrás de quem não o vê… , já fez tudo e nada parece resultar?

Desvaloriza, nega, faz de conta, engole, digere mal, fica doente, mas continua a empurrar “a carroça” sozinho, a fazer tudo para agradar, para evitar discussão e conflitos, mas eles parecem estar fora do seu controlo. Pensa que a culpa é sua. Devia saber controlar melhor, ter mais ideias, fazer mais, desculpar mais, fechar mais a boca…

Escute: uma relação saudável são duas pessoas que assumem o compromisso de se fazerem bem, não é uma a viver um filme de terror e a outra a fazer a vida que quer.

Um destes dias essa “carroça” fica pesada demais e pode ir precipício abaixo. Que tal parar a “carroça” e começar a olhar para ela, tentando perceber que mercadoria é tão pesada e em troca do quê aceita carregá-la?

12 - Pensa muitas vezes: ”Isto está a fazer-me mal!”?

A nossa intuição é um dos presentes mais maravilhosos que o nosso Criador nos deu.

Sim, é verdade, por vezes é muito difícil escutá-la, porque ao fazê-lo somos como que forçados a tomar decisões que temos medo de tomar e a seguir caminhos estranhos e desconhecidos.

Mas, continuar a pensar que uma situação lhe faz mal e nada fazer, não lhe parece no mínimo, um contrassenso?

Se a sua intuição o está a fazer pensar isso, e a sentir angústia e ansiedade, é porque é preciso pensar porque está a acontecer.

13 - Sente-se atraído por outras pessoas?

Pensa noutras pessoas, fantasia com colegas de trabalho e sente necessidade de alimentar flirts ou conversas mais íntimas, procurando ter a atenção e valorização que o seu companheiro não lhe dá? Teve ou tem um amigo/amiga colorido, uma aventura com o vizinho/a do lado, ou está sempre nas redes sociais à procura de “algo”? Sempre o fez, ou apenas acontece desde que se afastaram?

Estas são situações que inevitavelmente colocam em perigo a relação, autênticos balões de oxigénio que podem explodir quando menos se espera.

14 - Não têm intimidade sexual?

Sim, existem casais que não têm intimidade sexual há uma eternidade. Isso é um sinal de alarme? Sim, é, a menos que os dois se sintam felizes e contentes com essa situação, o que é raro acontecer.

Sim, o estado da relação influencia a intimidade e a intimidade o estado da relação.

Quando a relação está fragilizada, na maioria dos casos, a intimidade está “hibernada”. Se isto se mantiver, pode levar à rutura. É preciso conversar!

15 - Não consegue superar o que aconteceu no passado?

Mágoa e ressentimentos cristalizados podem levar à separação. Aqui o “faz de conta” também não resulta. Por mais que custe é preciso falar sobre o que doeu tanto, sob pena de o afastamento se tornar crónico.

16 - A sua família e amigos estão preocupados consigo?

Por vezes é muito difícil termos o distanciamento suficiente para perceber o que se passa connosco e com as nossas relações. A família e os amigos, porque nos conhecem bem, conseguem perceber melhor quando algo ou alguém nos faz bem ou menos bem. Escute-os e faça-lhes perguntas.

17 - Prefere ficar no trabalho até tarde, ou sair com amigos só para não a/o aturar.

Não ter vontade de ir para casa e de estar com o seu companheiro é outro dos grandes sinais. Não o descure!

Quando não nos sentimos bem, o natural é procurar a ajuda do nosso companheiro. Se evita estar com ele para se sentir melhor, então existe um problema a resolver. De nada vale fazer como a “avestruz”! Vai passar a vida a fugir para não ter de aturar? Não é mais fácil resolver e sentir outra vez vontade de voltar para casa? Não é a fugir que os problemas se resolvem.

18 - Não existe mais um projeto de vida a dois.

Um projeto de vida a dois é um dos alicerces base de qualquer relação que se pretenda saudável e duradoura.

Se deixaram de sonhar, experienciar e criar a dois, de planear a dois, de se lançarem desafios e acreditarem ser possível concretizá-los, de saber gerir e resolver a dois, de sentirem que são uma equipa, e perderam a capacidade de se visualizarem juntos num futuro próximo ou longínquo, então o sinal está vermelho.

19 - No trabalho, em casa, na rua, no trânsito… pensa constantemente: “isto não funciona”, “não quero isto para mim”, “se calhar o melhor é separarmo-nos”, “não posso fazer isto aos meus filhos”, “o que faço?”

Todos estes pensamentos são sinais vermelhos! Todas as emoções que está a sentir ao tê-los são alertas de que precisa de fazer algo. Não os ignore! Se o fizer a rutura emocional será inevitável ainda que a “fachada” se mantenha.

Os primeiros pensamentos sobre separação equivalem ao soar do primeiro alarme de que o “barco” está com sérios problemas e pode afundar. É preciso identificá-los e ver se é possível solucioná-los, antes de tomar a decisão de saltar do barco.

20 - Dá voltas e voltas à cabeça para encontrar solução, mas o fim parece inevitável?

A sua cabeça não para e a esperança de que ainda seja possível voltar a ter uma relação de afeto, cumplicidade, e partilha, assemelha-se a uma miragem. Investiu toda a sua energia e tempo, acreditou, criou mil ilusões, teve infinitas expectativas, mas o inevitável fim parece aproximar-se cada vez mais…

Sim, estes pensamentos surgem pouco antes do fim de uma relação, e são a “antecâmara” da separação. Para trás fica um longo processo, mais ou menos silencioso, mais ou menos percetível de sofrimento a dois, quando não a três, quatro ou cinco.

Todas as relações amorosas passam por crises, altos e baixos, curvas e contracurvas, momentos difíceis, outros maravilhosos, momentos de desafio, outros de tranquilidade, tempestades, ventos fortes e tsunamis, dias de céu azul resplandecentes e arco-íris deslumbrantes. O Amor é encantado, provado, exaltado, testado, apaixonado, desafiado. Hoje não é igual a ontem, nem será igual ao amanhã. Existirão sempre novos acontecimentos, situações, questões, duvidas, dilemas, bloqueios… planícies, desertos, montanhas, oásis.

Mas em qualquer sítio, a qualquer hora do dia ou da noite, os dois estão de mãos dadas. Mesmo quando sentem vontade de tirar a mão e ir dar uma volta sozinhos.

O respeito está lá. A admiração está lá. A confiança está lá. A aceitação está lá. A partilha está lá. O Amor mora lá!

Os 20 sinais aqui presentes são apenas algumas das situações que a repetirem-se no tempo, precedem a crónica de uma relação terminada. São os principais sinais de alarme a que deve estar atento. Especialmente no que se refere à violência psicológica, verbal e física, preciso dizer-lhe o seguinte: Se já foi ou é vítima, ou alguma vez acontecer ser vítima de maus tratos, de qualquer género, confie no que a sua intuição lhe diz e, logo que acontecer a primeira vez, conte a uma pessoa de sua confiança, procure ajuda, afaste-se, proteja-se.

Quem inventou a crença de que quem ama deve aguentar tudo, era psicopata. Quem o ama não o violenta, e quem lhe faz mal tem de ser punido.

Se identificou alguns, ou muitos, destes 20 sinais na sua relação, converse com o seu companheiro. Se não descobriu nenhum, mas se mais tarde vierem a revelar-se, dê-lhes a devida atenção. Calar-se e deixar o tempo passar, apenas agrava a situação. Ignorar e negar o óbvio apenas o desgasta emocional e psicologicamente, quando não fisicamente.

A sua vida é a sua maior bênção, um tesouro a ser cuidado com todo o seu Amor.

O seu Afeto deve dá-lo a quem o respeitar e souber valorizar!

O seu Amor é um presente grandioso para quem o conseguir VER!

www.margaridavieitez.com

Margarida Vieitez

Margarida Vieitez

RELAÇÕES

Margarida Vieitez é especialista em mediação familiar, de conflitos e aconselhamento conjugal, e dedica-se há mais de 20 anos ao estudo e acompanhamento de conflitos de diversa ordem, nomeadamente, familiares, conjugais e divórcio. Detentora de seis pós graduações, entre as quais, em Mediação Familiar pela Universidade de Sevilha, em Mediação de Conflitos e, em Saúde Mental, ministrou vários cursos de Mediação Familiar no Instituto de Psicologia Aplicada, estando frequentemente presente em conferências e seminários. Autora de vários livros, dentro os quais, "O melhor da vida começa aos 40", "Sos Manipuladores" e "Pessoas que nos fazem Felizes" .