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Filipa Namora

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ARQUITETURA E INTERIORES

A intemporalidade da palhinha

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Filipa Namora

É um material aconchegante, confortável e acolhedor, capaz de se adequar e personalizar qualquer tipo de espaço. De aspecto artesanal, este material veio para ficar e combinar com qualquer ambiente, seja de praia ou até mesmo mais formal

Cadeira Pierre Jeanneret
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Cadeira Pierre Jeanneret

Penthouse, Bélgica, Design by Vincent Van Duysen
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Penthouse, Bélgica, Design by Vincent Van Duysen

Penthouse, Bélgica, Design by Vincent Van Duysen
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Penthouse, Bélgica, Design by Vincent Van Duysen

Mesa Cassina Rio Coffee Table, Design by Charlotte Perriand
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Mesa Cassina Rio Coffee Table, Design by Charlotte Perriand

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Baxter, Design By Pietro Russo
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Baxter, Design By Pietro Russo

Paris! Onde a felicidade não é um destino final, mas um constante estado de espírito. Uma felicidade simples, que se encontra nas pequenas coisas (sim... até nos croissants), contrastada com a adrenalina de uma multidão que chega de todo o mundo ansiosa por conhecer e experimentar todas as novas tendências de decoração para 2019.

Como disse na última rúbrica, este mês ficou marcado pela habitual visita à cidade de Paris, mais concretamente a uma das maiores feiras da Europa - Maison et Objet.

Lá, ao percorrer os labirínticos corredores desta grande feira, apercebi-me que a tendência da palhinha está novamente na berra. Aparentemente, veio mesmo para ficar. Para quem não sabe, este material originário da Índia, pode ser classificado como um verdadeiro clássico. Que o diga Pierre Jeanneret que desenvolveu peças neste material e que ainda hoje são consideradas verdadeiros ícones de design de interiores. O movimento de reconexão da casa como um porto de abrigo é a inspiração para criar peças com uma pegada acolhedora e eivada de calor. Há cada vez mais o apreço por móveis que nos trazem o aroma da nossa cultura e da nossa ancestralidade – a palhinha, a madeira e a cor.

Fácil será encontrar, nos dias que correm, a palhinha em cadeiras, armários, cabeceiras de cama, iluminação, acessórios, entre outras peças atemporais e cheias de pulsação. A palhinha é um símbolo de leveza e por isso se incorpora nas novas peças de marca. Esta tendência traz-nos a sensação de olhar para o passado, para as casas coloniais, para os espaços senhoriais e, até, para um mundo de fantasia. De algo tão singular nasce a sensação de leveza e conforto visual. É um material aconchegante, confortável e acolhedor, capaz de se adequar e personalizar qualquer tipo de espaço. De aspecto artesanal, este material veio para ficar e combinar com qualquer ambiente, seja de praia ou até mesmo mais formal. O segredo está na sua combinação com peças e acabamentos modernos. Este elemento, num móvel com grande volume, numa peça mais fechada, irá conferir, através da sua transparência, um apontamento diferente, capaz de enriquecer qualquer cenário.

Curiosamente, cada vez mais marcas têm-se rendido a este material, desde as mais acessíveis às mais luxuosas. O facto de também ser um material totalmente sustentável, desenvolvido inteiramente por fibras naturais e super fáceis de limpar, é uma qualidade apelativa ao seu uso. Estas propriedades, aliadas a uma imagem bem trabalhada, resultam num exercício distinto pontuado por irreverência e singularidade.

Se usar este material, garanto que vai obter um ambiente intemporal, sofisticado e luxuoso.

Além de super confortável, posso garantir que será um registo que não irá ser indiferente a ninguém.

Boa semana e acima de tudo... boas inspirações.

Filipa Namora

Filipa Namora

ARQUITETURA E INTERIORES

Natural do Porto, Filipa Namora (1986) é mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Divide a sua atividade profissional entre a arquitetura e, sobretudo, design de interiores. Neste âmbito, tem desenvolvido diversos projetos em várias cidades do país, incluindo espaços de hotelaria (de um hotel centenário em São Pedro do Sul a alojamentos locais de gama média-alta no Porto), bares, restaurantes e várias moradias de luxo. Em cada projeto aposta na autenticidade do espaço e tenta criar uma atmosfera de charme, requinte e conforto. Odeias clichês e não dispensa um bom copo de vinho.