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Filipa Namora

Filipa Namora

ARQUITETURA E INTERIORES

Sugestões para conseguir um ambiente nórdico em sua casa

O estilo nórdico de decoração tem conquistado cada vez mais admiradores. Estes são os elementos essenciais para o conseguir realizar em sua casa

O estilo nórdico tem conquistado cada vez mais admiradores. Enganam-se aqueles que o identificam como frio, demasiado minimalista e desconfortável. Na verdade, elegância e simplicidade são palavras de ordem encontradas em cada uma das suas peças.

Para todos aqueles que ambicionam um ambiente nórdico é importante terem como base alguns destes elementos.

Construção do cenário

Curiosamente, durante estes dias tive a oportunidade de fazer uma viagem onde visitei várias cidades nórdicas. O objetivo era um- levar uma injeção de design nórdico. Na verdade, cada vez mais tenho clientes que apontam este estilo como o seu favorito. Com isto eu tinha que o estudar, absorver e sentir-me confortável a falar sobre ele. Mas mais importante, a desenvolvê-lo e usá-lo! Normalmente, quando tento evoluir em algo na minha área começo com um exercício bastante simples. Desmonto espaços. Desmonto imagens. E durante este processo questiono-me sobre o que gosto. Tento perceber quais os elementos que acolhem e abraçam o espaço, o que o relativiza e ao mesmo tempo enche e identifica.

E é curioso, porque sabem o que fui concluindo nesta viagem? Apesar de assistirmos a um desenho de mobiliário muito elegante e minimalista, este toma corpo através de um ambiente absorvido em texturas que o acaba por envolver.

Aqui voltamos mais uma vez à importância de paredes e tetos. É interessante perceber que na sua maioria o uso de madeira, betão à vista, tijolo burro, azulejo branco ou resina funciona lindamente em exercícios deste carácter.

Cores como o branco e o cinza nas paredes e tetos são também pontapés de saída seguros para a criação de um destes cenários.

Luz natural

É importante também a existência e afirmação de grandes janelas, para a passagem de luz natural. Uma ótima sugestão, nomeadamente para espaços pequenos, é o uso de estruturas em vidro com caixilharias finas (ok! Isto é detalhe de arquiteto, mas relembro que é nos detalhes que marcamos a diferença). Estas servirão como divisórias de espaços. O uso deste elemento capaz de organizar e separar áreas privadas de comuns irá conferir uma imagem mais ampla, evitando a nossa tradicional parede até ao teto.

Mobiliário

Não menos importante é a seleção e escolha de peças, sejam mesas, cadeiras ou até sofás.

Apesar das mesas e cadeiras terem sempre como base uma imagem simplista, a parte engraçada é que é possível brincar com diferentes madeiras, ou seja, a mesa ser numa madeira mais escura e as cadeiras mais claras. Confesso que o estilo italiano usa e abusa deste jogo. Mas foi interessante perceber que o nórdico também o faz sem ainda assim perder a sua identidade. As imagens que se seguem mostram isso mesmo.

Ainda assim, vivemos num mundo cheio de alternativas. Por isso mesas lacadas em branco ou à cor cinza são também válidas.

Um pormenor importante são os pés da mesa. Independentemente do seu material os seus pés devem ser finos e elegantes. Um apontamento que observei é que em alguns casos os pés das mesas e cadeiras são em metal. Desta forma, a peça ganha mais leveza e transparece uma imagem mais subtil.

O mesmo se aplica aos sofás. Apesar de muitos deles até serem em veludo, o facto de se elevarem do chão através de estruturas em ferro faz com que a peça se eleve. No fundo penso que o segredo passa por termos um conjunto de elementos todos eles suportados e erguidos por estruturas finas e elegantes. Mesas de apoio ou centro, mesas de refeição, sofás, poltronas, cadeiras, todos deverão seguir esta regra.

O mesmo se aplica aos sofás. Apesar de muitos deles até serem em veludo, o facto de se elevarem do chão através de estruturas em ferro faz com que a peça se eleve. No fundo penso que o segredo passa por termos um conjunto de elementos todos eles suportados e erguidos por estruturas finas e elegantes. Mesas de apoio ou centro, mesas de refeição, sofás, poltronas, cadeiras, todos deverão seguir esta regra.

Iluminação

A iluminação é outro elemento interessante. Normalmente é sempre constituída por um fio que termina com um pendente muito simples. A sua imagem já pode, no entanto, ser mais industrial ou minimalista.

No fundo são ambientes caracterizados pelo despojamento de ornamentação onde funcionalidade e simplificação andam de mãos dadas. Apesar de os elementos que o compõem serem bastante simples e controlados, a estrutura que os abraça é rica e densa.

Confesso que me rendi a este estilo e a todos as pessoas que conheci nesta viagem que me abriram as portas de sua casa e orgulhosamente exibiram os seus espaços, privados e públicos.

Filipa Namora

Filipa Namora

ARQUITETURA E INTERIORES

Natural do Porto, Filipa Namora (1986) é mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Divide a sua atividade profissional entre a arquitetura e, sobretudo, design de interiores. Neste âmbito, tem desenvolvido diversos projetos em várias cidades do país, incluindo espaços de hotelaria (de um hotel centenário em São Pedro do Sul a alojamentos locais de gama média-alta no Porto), bares, restaurantes e várias moradias de luxo. Em cada projeto aposta na autenticidade do espaço e tenta criar uma atmosfera de charme, requinte e conforto. Odeias clichês e não dispensa um bom copo de vinho.