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Filipa Namora

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ARQUITETURA E INTERIORES

Decoração: como favorecer salas reduzidas

Artigo de estreia de Filipa Namora, arquiteta e designer de interiores para a Bolsa de Especialisas da VISÃO

Decorar uma sala demasiado pequena, valorizando essa divisão, é um desafio para qualquer pessoa. A melhor forma de encará-lo é aceitar que a dimensão de um espaço não tem de ser uma limitação ou um obstáculo à criatividade, bem pelo contrário: espaços reduzidos são cada vez mais uma realidade aliciante e de grande potencial quando abordados com especial atenção. O importante é ser criterioso e fazer escolhas equilibradas.

A proporção e volumetria das peças decorativas, assim como a sua tonalidade são essenciais nesta reflexão.

Cada espaço deve ser analisado na sua singularidade, onde a luz, a dimensão das janelas e a proporção deverão ser predominantes nas opções a adoptar.

Estas pequenas dicas que lhe deixo vão fazer uma grande diferença para valorizar cada centímetro da sua casa.

CORES DE PAREDES E TETOS

Por um lado, há a constante segurança do branco, enquanto predomínio em todo espaço interior, e, por outro, a aposta por vezes arriscada de assumir tonalidades de paredes e tetos diferentes. Nenhuma destas representa a única solução.

Esta decisão deve, por isso, ser encarada de forma ponderada e equilibrada. As salas de estar deverão resultar em ambientes acolhedores e tranquilizantes. O ideal é optar por uma única tonalidade em todo o espaço, apostando em tons pastel, café com leite ou até verde seco claro, uma aposta aparentemente irreverente, mas que é uma tendência e uma marca de intemporalidade.

CORTINADOS

A opção de cortinados enquanto “plano de fundo” de uma parede deverá ter em atenção a omissão da sua calha de suporte - por exemplo, esta deve estar escondida entre o fim do teto falso e o começo da janela.

Este pequeno passo traduz visualmente mais elegância e requinte ao espaço!

A tonalidade das paredes e dos cortinados deverá ser o mais semelhante possível, traduzindo um cenário equilibrado e uniforme. Evite tecidos demasiado trabalhados, pesados e até mesmo lisos. Na maioria dos casos, um pouco de transparência é vantajoso, pois permite a entrada de luz preservando a privacidade.

MOBILIÁRIO

No que respeita à seleção de peças decorativas, estas devem ser o mais simples e transparentes possíveis. Porém, simples não significa branco! Mesas de centro revestidas a espelho, por exemplo, são sempre uma excelente estratégia, pois refletem luz e espacialidade.

Mesas de refeição com tampos em vidro ou mármore (elemento com uma identidade tão portuguesa) são uma opção de requinte, conferindo amplitude visual e espacial. Além disso, abrem espaço para uma brincadeira de texturas nas cadeiras. Porque não colocar assentos em pele e costas em tecido dentro dos mesmos tons?

Aparadores de TV suspensos são uma mais valia, não só pela leveza que transmitem, mas também pelo seu traço minimalista e moderno. E resultam até mesmo quando combinados com peças mais toscas ou rústicas! Mais uma vez, esqueçam aqui o branco, a madeira é sempre uma boa escolha.

ILUMINAÇÃO

Se o espaço é reduzido, opte por candeeiros de teto em zonas de canto ou junto a sofás, de forma a não condicionar zonas de passagem e oferecer mais espaço Para além disso, é um pequeno apontamento que sai um pouco da caixa. E não é isso que todos queremos?

ELEMENTOS DECORATIVOS

É aqui que deve ter maior liberdade para brincar com a cores e padrões. Almofadas e outros acessórios personalizam o espaço e podem ser facilmente alterados, criando rapidamente novos ambientes.

E não se esqueça: o processo de decoração de um espaço reduzido é um exercício de cedências e opções controladas, afirmando a identidade e o cunho pessoal de cada um.

VEJA A GALERIA DE FOTOS COM ALGUNS EXEMPLOS

Mesa de centro espelhada
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Mesa de centro espelhada

Móvel Suspendo de TV - Designer Rodolfo Dordoni
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Móvel Suspendo de TV - Designer Rodolfo Dordoni

Candeeiro suspenso de teto Skan - Vibia Light
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Candeeiro suspenso de teto Skan - Vibia Light

Dicas de cores para paredes e tetos
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Dicas de cores para paredes e tetos

Materiais para Mesas de Refeiçao cadeiras e móveis
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Materiais para Mesas de Refeiçao cadeiras e móveis

Filipa Namora

Filipa Namora

ARQUITETURA E INTERIORES

Natural do Porto, Filipa Namora (1986) é mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Divide a sua atividade profissional entre a arquitetura e, sobretudo, design de interiores. Neste âmbito, tem desenvolvido diversos projetos em várias cidades do país, incluindo espaços de hotelaria (de um hotel centenário em São Pedro do Sul a alojamentos locais de gama média-alta no Porto), bares, restaurantes e várias moradias de luxo. Em cada projeto aposta na autenticidade do espaço e tenta criar uma atmosfera de charme, requinte e conforto. Odeias clichês e não dispensa um bom copo de vinho.