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Eduardo Bastos

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Medicina Dentária

Será mesmo inevitável ficar desdentado?

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Eduardo Bastos

Fazer um excelente planeamento dentário junto do seu dentista está a garantir que a sua saúde oral mais tarde seja melhor

Hoje vamos abordar uma questão bastante pertinente! Será que ficar desdentado é inevitável?

Se não tiver uma boa saúde geral e sentir dor ou não conseguir comer ou mastigar confortavelmente ou sorrir sem constrangimentos, então quando for mais velho poderá não ter um futuro dentário tão risonho!

A comida é um dos poucos prazeres que nos acompanha ao longo da vida e, à medida que nos tornamos mais velhos, o prazer de comer muitas vezes torna-se um verdadeiro desafio.

Perder os dentes é algo inevitável à medida que envelhece?

A utilização de próteses removíveis completas são algo que dificultam muito a mastigação e que altera o sabor dos alimentos, entre outros desconfortos, no fundo pode afetar mais do que apenas a mastigação!

Estes pacientes têm vergonha de ir jantar ou almoçar fora com a família ou amigos porque demoram muito tempo a mastigar qualquer coisa ou não conseguem encontrar nada no menu suficientemente suave. Outra característica frustrante das próteses é que podem estar desajustadas e movem-se para cima e para baixo enquanto conversam, sorriem ou comem. Comer maças ou bifes está completamente fora de questão e desta forma restringem a sua dieta a alimentos moles.

Felizmente, com a tecnologia e os tratamentos que existem hoje em dia, quase todos podem ter dentes que lhes permitam mastigar corretamente, falar com clareza e sorrir sem se sentir constrangido - desde que procurem ajuda certa no momento certo.

Quais os problemas dentários que surgem a partir da idade adulta?

Sabemos, a partir de estudos recentes que muitas pessoas começam a ter uma série de novos problemas dentários durante a idade adulta avançada, como por exemplo:

- dentes fraturados ou partidos por se tornarem mais fracos ou por já terem grandes restaurações dentárias antigas;

- recessão da gengiva;

- um aumento acentuado de cáries dentárias, especialmente nas zonas onde as gengivas recuaram;

- síndrome da boca seca devido a alterações na saliva.

Estes são muitas vezes o resultado de mudanças na saúde geral ou de medicamentos que pode eventualmente necessitar de vir a tomar. Essas mudanças levam muitas pessoas a perder os dentes no momento em que são menos capazes de se adaptar a grandes mudanças e acabam por optar pelo uso de próteses dentárias removíveis.

À medida que envelhecemos ter uma boa saúde geral é algo fundamental?

Uma das poucas áreas do corpo que pode permanecer saudável e funcional na nossa vida adulta tanto quanto na adolescência é a saúde dos nossos dentes e boca.

Estudos recentes indicam que as pessoas que perderam mais dentes têm um risco aumentado de acidente vascular cerebral. Estas pesquisas revelam também outras ligações estabelecidas entre problemas dentários comuns e um aumento da incidência de doenças cardíacas, doenças pulmonares e diabetes.

Tornou-se claro que uma das coisas mais importantes a fazer ao longo dos seus anos em fase adulta é garantir que qualquer patologia ou condição dentária que tenha não aumente o risco de complicações e até problemas médicos que ameacem a vida quando entrar na 3ª idade.

Os dentistas sabem há algum tempo que menos dentes naturais significam que as pessoas não podem comer a ampla gama de alimentos necessários para uma boa saúde geral. Com as próteses o poder de mastigação é reduzido para cerca de menos de 20% do que com os seus dentes naturais e isso acarreta obviamente problemas digestivos.

Comer é um dos prazeres naturais que temos!

Há pouco tempo um paciente idoso confessou-me que: “A comida é um dos poucos prazeres duradouros da vida e à medida que se torna mais velho, o prazer de comer muitas vezes transforma-se num grande constrangimento do dia.” Este constrangimento é evidenciado pela utilização de próteses removíveis inadequadas.

Temos que ter presentes que a esperança média de vida está cada vez mais a aumentar e que esse período a mais que temos de vida deve ser considerado a nível de conforto dentário.

Outro ponto importante a ter em conta é que, quer tenha 50, 60 ou 70 anos, a sua saúde geral provavelmente não será melhor do que agora e portanto é importante pensar no futuro se quiser manter os seus próprios dentes. Se o fizer consegue ter à sua disposição um leque de opções de tratamentos dentários melhores, mais variados e mais duradouros do que apenas em tratamentos de urgências dentárias para as quais a única opção pode passar por extração de dentes e execução de próteses dentárias!

Ao fazer um excelente planeamento dentário junto do seu dentista está a garantir que a sua saúde oral mais tarde seja melhor. Por norma as pessoas tendem a adiar tratamentos de reabilitação oral total para pouparem dinheiro no imediato. Ao pensarem desta forma não entendem que o custo que a sua saúde oral vai ter ao longo dos anos com “remendos” vai ser muito superior, mais desgastante psicologicamente e cada vez mais difícil tecnicamente de reabilitar!

Na minha prática clínica, e porque só faz sentido assim, reabilitamos a boca de um paciente na saúde, função mastigatória e estética por forma a garantir que naquele momento, naquela idade, aquele paciente teve o melhor tratamento dentário possível para evitar ter mais problemas dentários. Objetivo com esta prática clínica que os pacientes, a partir do momento que têm a sua reabilitação oral finalizada nos visitem apenas para check-up e consultas de higiene oral de 6/6 meses para, precisamente, controlar a sua saúde oral garantindo e salvaguardando o investimento que fez no seu sorriso!

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Eduardo Bastos

Eduardo Bastos

Medicina Dentária

Licenciado em Medicina Dentária, tem várias Pós-graduações em áreas especificas como Cirurgia Avançada de Implantes e Tecidos Moles, Implantologia e Estética Dentária. Sempre muito dedicado à vertente da implantologia e cirurgia oral, participou em várias palestras nesse âmbito. A sua experiência profissional incide na Reabilitação Oral integral, com forte componente estética. Participou em alguns programas de televisão dedicados à saúde oral e estética dentária e é muitas vezes convidado para rubricas de informação de medicina dentária. Sempre projectou ter o seu próprio espaço, com um ambiente que correspondesse às suas paixões e uma prática clínica sempre avançada/ atualizada, proporcionando um cuidado de excelência como sempre o fez. Foi em 2016 que deu estrutura ao seu sonho com a Clinica Mint (http://mint.pt ) em Lisboa.