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Coisas que tenho ouvido e que quero partilhar com o mundo: o disco novo das Ibeyi, o ‘Fitxadu’, da Sara Tavares, a letra que fiz para o disco da Ana Bacalhau e a minha playlist latina de Raggaeton

Coisas que li e que quero partilhar com o mundo: Deus-dará, de Alexandra Lucas Coelho (um romance com muito limão e cachaça, que é também a história do bairro do Cosme Velho, do Rio de Janeiro e da chegada dos portugueses ao Brasil), a autobiografia de Rita Lee (igual a si própria e com um belo prefácio de Rui Reininho), o livro do Luaty (com dedicatória para mim, oferecido pelo Fernando Alvim e entregue em mãos pela minha amiga Marta – longa história), o estudo Racismo em Português de Joana Gorjão Henriques (que tem também uma versão online que é importante divulgar), e o livro de Sonetos de Gregório Duvivier (na sua versão Bocage dos trópicos, genial como sempre).

Coisas que tenho ouvido e que quero partilhar com o mundo: o disco novo das Ibeyi (sobretudo o tema com a espanhola Mala Rodrigues), o Fitxadu, da Sara Tavares, a letra que fiz para o disco da Ana Bacalhau (sim, estou muito orgulhosa!), e a minha playlist latina de Raggaeton e derivados para ouvir nas caminhadas (que não chega a ser um guilty pleasure porque não padeço muito da chamada culpa-judaico-cristã e sempre tive um piquinho a azeite).

Coisas que tenho visto na TV (ou na internet) e que quero partilhar com o mundo: o programa da Tatá Werneck no Multishow (hilariante), o documentário sobre a Nina Simone na Netflix (impressionante), o documentário sobre o Laerte (cartoonista brasileiro que virou trans aos sessenta anos) também na Netflix (inspirador), e o novo programa do Fernando Rosas na RTP 2, sobre o lado negro do colonialismo português (esclarecedor).

Coisas boas que tenho aproveitado e que quero que o mundo experimente: o melhor sorvete do País (sem qualquer tipo de concorrência) no Sorbettino em Lisboa (juro que não é publicidade, é palavra de quem muito vos estima, e depois de lá irem mandem mensagem a dizer quem é amiga), o método Gyrotonic (uma espécie de ginástica terapêutica com alongamentos) que muito tem feito pelas minhas cruzes e (porque não) pelo chamado quinto-andar, e o restaurante japonês Novo Bonsai, onde percebi o que é sushi verdadeiramente bom e proibi a minha pessoa de voltar a comer sushi-chinês-de-buffet-livre-a-doze-euros.

Coisas que quero fazer mas não faço por falta de tempo e que partilho aqui com o mundo não sei bem porquê: escrever um disco novo (quero, devo, mas acho que tenho de me fechar num buraco, de pijama, descabelada, até terminar, e alguém que vá lá pôr comida debaixo da porta – voluntários?); fazer mais exercício (outra vez a mesma história, eu sei...); responder aos emails que tenho na pasta dos assuntos menos urgentes mas que, com o passar do tempo, já precisam de resposta urgente, sob pena dos remetentes acharem que sou uma pessoa mal-educada, mesmo que a maioria seja de chatos, cravas ou chatos-cravas (sim, eu importo-me); trocar a janela da casa de banho antes que chegue o inverno; e inscrever-me na associação portuguesa de pessoas com psoríase.

Coisas que tenho na minha wishlist consumista e que vou partilhar com o mundo para que os meus amigos leiam e saibam o que me oferecer no aniversário que se aproxima: um tapete da marca GUR, com design de Bráulio Amado e com o sugestivo título de “A tua mãe”, um batom vermelho da marca de cosmética biológica RMS e uma mala de viagem com rodinhas, porque a minha era foleira e avariou com a porrada da vida.
Coisas do mundo que gostava de ver e visitar: a Escócia (de preferência numa road trip de autocaravana), o trajeto New Orleans – Key West (para poder atravessar a Florida) e depois ir a Cuba (que afinal é ali mesmo ao lado), além da ilha de São Miguel (outra vez).

Coisas interessantes sobre as quais quero escrever nas minhas próximas crónicas e que serão um contributo incalculável para a evolução do pensamento sobre o mundo: hum... pois, acho que ainda não tenho nada nessa lista..