A conferência da ONU sobre a luta contra as alterações climáticas começou hoje em Durban, na África do Sul, para tentar dar novo fôlego às negociações e delinear um futuro para o protocolo de Quioto.

Dos 194 países membros da ONU, 183 Estados participam nesta conferência de 12 dias, cuja cerimónia de abertura começou às 08:40 (mesma hora em Lisboa), no centro internacional de conferências de Durban, na presença do Presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Quer a ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maité Nkoana-Mashabane, quer a secretária-executiva da Convenção da ONU para as Alterações Climáticas, Christiana Figueres, as duas primeiras oradoras do dia, exortaram os governos e ONG presentes a não perderem de vista a urgência de ser assinado em Durban um acordo global que mantenha vivo o espírito do Protocolo de Quioto e relance o processo de redução das emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa.

Nkoana-Mashabane, presidente da COP17, salientou as consultas pré-conferência feitas pela organização com mulheres do continente africano, que sentem na pele os efeitos das alterações climáticas nas economias mais frágeis e o seu papel numa nova ordem mundial, recordando que elas presidem agora ao processo na conferência de Durban.

O futuro do protocolo de Quioto, único tratado internacional que impõe objetivos de redução de emissões de gás com efeito estufa a cerca de 40 países industrializados, deverá ser o assunto dominante, além de questões relacionadas com o financiamento para os países mais vulneráveis.

SITE OFICIAL - www.cop17-cmp7durban.com

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A associação ambientalista Quercus está em Durban e disponibiliza informação geral sobre a reunião e as posições das associações de ambiente através dos seguintes meios: