Estão em clara minoria, mas as galerias em contexto rural têm sempre um charme especial... Esta chama-se Casa do Adro e é descendente de uma outra, urbana, a Show Me, que Diana Sequeira e Guilherme Braga da Cruz abriram no centro de Braga em 2009 - "Foi a primeira e é a única do país dedicada ao design", realçam.

A nova segue a mesma filosofia... Além do trabalho de designers, até se pode expor a obra de artistas plásticos, mas "que tenham uma linguagem muito gráfica", explica Diana.

A Casa do Adro fica no interior de uma quinta de família, ligada à produção de vinho verde. Fez-se lá bom vinho durante muitos anos, hoje as uvas são para vender e a adega livre fez despertar a criatividade. A ideia de transformá-la em galeria já vinha amadurecendo há algum tempo e concretizou-se há pouco mais de um mês.

O edifício de paredes de pedra e teto com travejamento em madeira (que é ele próprio um pedaço de arte) divide-se agora em dois espaços. No primeiro há um showroom com peças de designers como Gonçalo Campos, Fernando Brízio, o arquiteto japonês Jonagasaka ou o designer israelita Itay Ohaly (portugueses e estrangeiros estão representados equitativamente), entre muitos outros.

A sala do fundo está reservada para as exposições temporárias. Até 5 de Julho pode conhecer-se de perto a obra de um designer londrino, com formação em escultura, na berlinda: Tom Price.

Intitulada Meltdown Series, reúne mais de uma dezena de peças esculturais ( jarras, cadeiras, candeeiros...) do artista que recorre a cordas de polipropileno e a um curioso método de trabalho que conduz a diferentes formas e texturas. Os procedimentos são explicados num dos dois vídeos que acompanha a exposição. O outro é sobre uma peça de Price exposta no Mint Design Museum em Charlotte, na Carolina do Norte.


CASA DO ADRO
Lugar do Assento, Encourados, Barcelos
T. 253 119 047, Tlm 91 621 6121
Qui-Sáb 15h-19h30