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Nós lá fora

Nuno Guerreiro

NOVA IORQUE, EUA - Durante as férias tive a oportunidade de partilhar Nova Iorque com os meus sobrinhos, desta vez os biológicos. E foi muito bom de poder assistir à primeira vez deles na cidade

Foto na árvore no Rockefeller Center

Foto na árvore no Rockefeller Center

Nesta época natalícia aproveitei mais uma oportunidade e visitar a cidade como turista, e observar do ponto de vista de crianças de 5 e 9 anos.

Interessante de ver o que é "fixe" para as crianças e que muitos dos planos que tinha feito para receber o prémio de melhor tio do ano tiveram que ser adaptados, umas vezes pela chuva, outras pelo cansaço e do jet-lag.

Muitas das coisas que achei que iriam ser interessantes acabaram por não ter o entusiasmo que esperava, como ver o Empire State Building, ir ao circo ou ao Museu de História Natural. E, ao perguntar depois da viagem, o que mais tinham gostado, recebi um top. O que eles, afinal, tinham preferido foi a loja dos M&Ms, andar de patins no gelo no Central Park, pilotar um simulador de avião e entrar dentro de um submarino. Momentos únicos e aliciantes para os mais pequenos incluíam coisas que também gostavam de fazer no dia a dia, desde passeios ao parque infantil, brincar com os filhos dos meus amigos e comer pizza!

Será que ser criança em Nova Iorque ou em Portugal muda assim tanto? Pela minha observação nestes dias, diria que não. O que é novidade e cria estímulos é exatamente aquilo em que eles querem participar, e não o que é suposto fazer ou experimentar. Não é uma descoberta sociológica pois já li noutros lugares, mas é muito bom de assistir a um mundo sem percepções ou preconceitos, onde o que é bom é bom e o que é menos interessante é automaticamente ignorado; seja em Lisboa ou em Nova Iorque!

Selfie na Ponte de Brooklyn

Selfie na Ponte de Brooklyn

E o facto de eles não falarem Inglês? Eu, à procura de algo perfeito, tinha medo que a barreira da língua pudesse estragar alguns momentos. Muito pelo contrário, não falar Inglês ou ter vergonha de dizer "thank you" era automaticamente ultrapassado. Aí, penso: que boa é esta liberdade e que bom é ter espírito de criança.

Obrigado António, obrigado Manuel por mostrarem ao tio o bom que é ser livre, e por terem o espírito livre de Nova Iorquinos no coração, mesmo antes de conhecer a cidade.

No Central Park, antes da patinagem no gelo

No Central Park, antes da patinagem no gelo

VISTO DE FORA

Dias sem ir a Portugal: 86 dias

Por aqui, fala-se muito do governo estar "desligado" pelo impasse entre presidente e o congresso.

Sabia que por cá o primeiro parque infantil apareceu em 1903?

Um número surpreendente: Só na ilha de Manhattan há mais de 200 parques infantis.

Nuno Guerreiro

Nuno Guerreiro

NOVA IORQUE, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Português que virou nómada e, recentemente, nova-iorquino. Após vivências por Düsseldorf, Barcelona, Dublin, Londres e São Paulo, chama casa a Nova Iorque. Depois de uma década no Google, tornou-se empreendedor na área de tecnologia, ao qual junta outras paixões como música, cozinhados e um gosto insaciável por viagens. Viveu na Margem Sul até aos tempos de faculdade, onde se licenciou em Engenharia Informática pela Universidade Nova. Completou também um duplo MBA, pela London Business School e Columbia University.