Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Direitos ou obrigações?

Nós lá fora

Nuno Guerreiro

O bairro de Flatiron depois do trabalho!

NOVA IORQUE, EUA - Estas eleições, chamadas de meio termo, costumam ter menos notoriedade do que as presidenciais. Porém, este ano, noto muita diferença. Como nunca antes, sinto à minha volta toda uma intenção de praticar o dever cívico

Já por cá passei por algumas eleições, mas pela primeira vez sinto uma energia diferente. Há uma ênfase muito grande no direito de votar, e também principalmente na obrigação do cidadão dos Estados Unidos a votar nas eleições de 6 de Novembro de 2018.

Estas eleições, chamadas de meio termo, costumam ter menos notoriedade do que as presidenciais. Porém, este ano, noto muita diferença. Como nunca antes, sinto à minha volta toda uma intenção de praticar o dever cívico.

Por todos os meios possíveis vejo mensagens de que o importante é votar e de exercer a obrigação do voto. Desde muitas celebridades a postarem nas redes sociais, na TV, nos jornais e até no comércio local, que ao caminhar para casa vi muitas mensagens do tipo "Por favor não se esqueça de votar amanhã"

Por outro lado, é também impressionante ver aparecer novas vozes candidatas, como não me recordo de ver em eleições anteriores; que falam e representam minorias por cá. Vozes e perspectivas a representar mudanças e diversidade por todos os Estados, seja raça, género, orientação sexual ou origem.

Por exemplo, por ser o primeiro candidato transexual, ou a primeira governadora de origem Afro-Americana, entre tantos novos primeiros exemplos.

A minha experiência diz-me que a diversidade traz novas ideias, novas perspectivas e novos "oxigénios" a qualquer contexto, seja negócio, pessoal e até político.

É bastante inspirador todo este movimento, aqui do meu cantinho de Nova Iorque, o de praticar o dever do voto e de toda uma nova vaga de diversidade de ideais políticos. Escrevo e confesso que estou muito curioso para ver o resultado e sempre com o mesmo optimismo de que o amanhã será melhor.

Em Chelsea, a caminho de casa.

Em Chelsea, a caminho de casa.

VISTO DE FORA

Dias sem ir a Portugal: 22 dias

Por aqui, fala-se muito das eleições e sobre as sanções dos EUA para o Irão,

Um número surpreendente, 47% não compareceu para votar nas últimas eleições de 2016.

Sabia que por cá para quem não pode votar no dia de eleições, pode pedir para votar por correio, e assim poder exercer o seu direito.

Nuno Guerreiro

Nuno Guerreiro

NOVA IORQUE, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Português que virou nómada e, recentemente, nova-iorquino. Após vivências por Düsseldorf, Barcelona, Dublin, Londres e São Paulo, chama casa a Nova Iorque. Depois de uma década no Google, tornou-se empreendedor na área de tecnologia, ao qual junta outras paixões como música, cozinhados e um gosto insaciável por viagens. Viveu na Margem Sul até aos tempos de faculdade, onde se licenciou em Engenharia Informática pela Universidade Nova. Completou também um duplo MBA, pela London Business School e Columbia University.