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Mais um domingo em Nova Iorque

Nós lá fora

Nuno Guerreiro

NOVA IORQUE, EUA - Com chuva ou com sol, calor ou frio, sendo domingo ou não, esta cidade não pára!

Brunch caseiro de domingo

Brunch caseiro de domingo

Mais um dia de domingo a chegar ao fim, hoje o dia um pouco cinzento com chuva e frio, ao qual atribuo por ser Fevereiro. Confesso que me sinto um pouco saudosista dos domingos longos, com muito sol e até às 9 da noite e com o calor abrasador característico do verão. Apesar de ser uma criatura noctivaga, gosto dos dias longos e a verdade é que por cá não faz muita diferença porque com chuva ou com sol, calor ou frio, sendo domingo ou não, esta cidade não pára!

Hoje o meu dia de domingo foi dedicado a amigos e tal e qual, como muitos outros domingos,o brunch é da praxe. Não sei de onde surgiu, o conceito de misturar o pequeno almoço com o almoço, mas por cá ao fim de semana, o brunch é uma refeição obrigatória, adotada por todos os locais e turistas! Desta vez, o meu brunch foi caseiro, algo que não é muito comum, porque por norma escolhe-se sempre um restaurante em vez de se receber/fazerem casa. Os temas de conversa ao brunch, interessantes como sempre, pois o Nova Iorquino além de ser uma criatura extremamente atenta, gosta de partilhar a sua perspectiva dos diversos temas, seja sobre a actualidade ou até sobre temas pessoais.

Aula de trapézio

Aula de trapézio

Fazendo uma retrospectiva (como sempre faço), mais uma vez sinto-me particularmente sortudo pela diversidade que me rodeia. Na mesa do brunch haviam duas bebés, uma de origem Americana-Irlandesa e Indiana e outra de origem Espanhola e Americana-Coreana. O mesmo se aplica aos sabores, desde a salsicha americana, à comida mexicana, mediterrânea e do médio-oriente, mas com o destaque necessário para o vinho tinto Português. Num curto espaço de tempo e em poucos metros quadrados de área, as nacionalidades reunidas eram numerosas com a representação de 4 continentes! Mesmo com muitos anos de Nova Iorque, ainda me surpreendo e me sinto profundamente agradecido por toda a diversidade desde o pequeno grande caldeirão de identidades, culturas e histórias, do qual faço parte do mundo global, ou seja. uma amostra da nossa humanidade.

Domingo no Central Park

Domingo no Central Park

Nem sempre o domingo é para "brunch" ou não fosse a cidade das opções. Ao ver o álbum de fotografias no telefone, revi fotos de alguns domingos passados que representam o calibre e as opções de cá, desde estar num concerto, ir a um museu, fazer uma aula de DJ, participar num workshop de liderança, frequentar um curso de trapézio ou dar passear no Central Park.

Sinto que por cá o tempo passa mais rápido do que nas outras cidades onde vivi, talvez pelos constantes estímulos, o tempo parece passar mais rápido, definitivamente, é tudo muito mais intenso.

VISTO DE FORA

Dias sem ir a Portugal: 26 dias.

Por aqui, nas notícias fala-se muito sobre as leis em vigor das armas de fogo, depois do último atentado na Florida.

Sabia que por cá os restaurantes, por norma, só autorizam os clientes a sentar na mesa para comer, quando a lotação da mesa está completa, felizmente que existem excepções.

Um número surpreendente segundo o census de 2006, mais de 37% dos Nova Iorquinos nasceram fora dos Estados Unidos.

Nuno Guerreiro

Nuno Guerreiro

NOVA IORQUE, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Português que virou nómada e, recentemente, nova-iorquino. Após vivências por Düsseldorf, Barcelona, Dublin, Londres e São Paulo, chama casa a Nova Iorque. Depois de uma década no Google, tornou-se empreendedor na área de tecnologia, ao qual junta outras paixões como música, cozinhados e um gosto insaciável por viagens. Viveu na Margem Sul até aos tempos de faculdade, onde se licenciou em Engenharia Informática pela Universidade Nova. Completou também um duplo MBA, pela London Business School e Columbia University.