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11 factos e desafios de Portugal

Mundial 2018

Carlos Rodrigues

A Seleção Nacional participa na sétima fase final da grande competição. O que há para saber durante o aquecimento.

Rui Antunes

Rui Antunes

Jornalista

Espanha, Marrocos e Irão são os adversários de Portugal na primeira fase do Campeonato do Mundo. Antes do arranque, fique a par dos dados mais relevantes da presença nacional em solo russo.

Cantinho à beira-mar

Portugal é o oitavo país mais pequeno do Mundial, no que respeita à área do território, apenas maior do que Sérvia, Rep. Checa, Panamá, Croácia, Costa Rica, Suíça e Bélgica. Em população, só está uma posição acima.

Mundial x7

Desde 2002, a seleção portuguesa tem estado sempre presente, mas nos 70 anos anteriores só participou nas edições de 1966 e 1986. Esta é a sétima, portanto, e deixa 23 seleções à frente neste capítulo, incluindo a Suíça, a Escócia ou os Estados Unidos da América.

Saldo positivo… mas pouco

Em 25 jogos já disputados em fazes finais de campeonatos do mundo, a Seleção das Quinas obteve 13 vitórias, o que a coloca no 17.º lugar de todos os tempos.

Cristiano na senda de Pelé...

Apenas três jogadores marcaram golos em quatro fases finais, em toda a história do Campeonato do Mundo: os alemães Uwe Seeler (1958, 1962, 1966 e 1970) e Miroslav Klose (2002, 2006, 2010 e 2014) e o brasileiro Pelé, o rei (1958, 1962, 1966 e 1970). Em 2018, Cristiano Ronaldo pode juntar-se a este restrito lote, depois de já ter feito golos nas três edições anteriores (um em cada). O australiano Tim Cahill e o mexicano Rafa Márquez perseguem o mesmo marco.

e de Puskas...

O ex-avançado da Hungria acumulou 84 golos pela sua seleção, nas décadas de 40 e 50 do século passado. Até hoje, ninguém superou o seu registo goleador em representação de um país europeu, mas Ronaldo, com 81 já apontados, surge na linha da frente para quebrar esse recorde. Faltam-lhe três golos para igualar Puskas e mais um para fazer história. A única dúvida parece ser se o vai conseguir já no Mundial da Rússia ou não.

e, já agora, de Eusébio

Conseguindo alcançar os dois feitos anteriormente referidos, também este ficará à mercê de Ronaldo: Eusébio, com nove golos no Mundial de 1966, é o melhor marcador português na competição; o madeirense segue com três.

Quase um terço dos convocados nasceram no estrangeiro

Sete dos 23 jogadores chamados por Fernando Santos nasceram fora de Portugal. William (Angola) e Gelson (Cabo Verde) nas antigas colónias, Adrien, Anthony Lopes e Raphael Guerreiro em França, Cédrid na Alemanha e Pepe no Brasil.

Liga portuguesa com pouco peso

Rui Patrício, William Carvalho, Bruno Fernandes, Gelson Martins, Ricardo Pereira e Rúben Dias são os seis jogadores da Seleção que atuaram esta época na Liga portuguesa, mas o quarteto do Sporting já denunciou a ligação aos leões e deve rumar ao estrangeiro, enquanto o lateral portista está de partida para o Leicester, da Premier League inglesa. No final do Mundial, sobrará apenas o defesa central do Benfica? A idade ajuda a compreender: aos 21 anos, Rúben Dias é o segundo mais jovem da convocatória, com meses de diferença para Gonçalo Guedes.

Sem Éder e muitos mais

Em relação aos 23 jogadores que, há dois anos, conquistaram o Europeu, Fernando Santos deixou de fora praticamente meia equipa no Mundial da Rússia. A começar por Éder, herói em 2016, mas passando também por André Gomes, Renato Sanches ou Nani.

Veteranos no banco

Se Portugal encontrar o Uruguai nos oitavos-de-final, como é bem possível, vão estar dois veteranos das táticas no banco de suplentes. Fernando Santos, o mais novo, tem 63 anos, ao passo que o homólogo uruguaio, Óscar Tabárez, conta com 71 anos.

Espanha ganha mais vezes

A Espanha foi a primeira adversária de Portugal, em 1921, e só ao décimo jogo a primeira vitória sorriu para este lado da fronteira. A desvantagem lusa subsiste desde então, hoje cifrada em 16 derrotas, seis vitórias e 13 empates, num total de 35 duelos.