Olímpia Feteira Menezes garante que a morte da companheira de Tomé Feteira "em nada a beneficiou" porque já havia provas concretas de que se tinha apoderado de parte do dinheiro do empresário, sendo sua intenção que ela justificasse na justiça porque o fez. "Tem-me dado mais trabalho morta do que em vida", afirmou, em declarações à agência Lusa.

Olímpia Menezes, filha de uma relação extraconjugal do empresário, garantiu ainda que a morte de Rosalina Ribeiro "não interessou a nenhum dos muitos herdeiros, mais de 20, da parte da viúva" de Tomé Feteira.

"Ninguém tinha interesse na sua morte, pelo contrário, todos estavam contentes porque já tínhamos conseguido documentação que nos ajudava na batalha jurídica", adiantou.

Questionada sobre quem poderia ter interesse na morte de Rosalina Ribeiro, assassinada a 7 de dezembro de 2009 no Rio de Janeiro, Olímpia Feteira limitou-se a reafirmar que o crime foi cometido por "alguém que a queria calar", restando agora à polícia brasileira descobrir "quem e porquê".

Aliás, a única filha de Tomé Feteira diz ter prestado declarações na polícia brasileira, por iniciativa própria, logo após o homicídio da também antiga secretária do pai.

Segundo a própria, Rosalina Ribeiro levantou muito dinheiro de várias contas do pai, após a morte de Tomé Feteira, em 2000, aos 98 anos de idade, "que de imediato transferiu" para outras, de outras pessoas.

Sobre a alegada transferência de mais de cinco milhões de euros para uma conta de Duarte Lima, advogado de Rosalina Ribeiro e uma das últimas pessoas a vê-la com vida, Olímpia Feteira não tem "qualquer justificação" para o procedimento.

Domingos Duarte Lima afirmou esta semana, numa nota enviada aos meios de comunicação, que já prestou declarações às autoridades brasileiras, o que considerou "natural", uma vez que foi "uma das últimas pessoas que se encontrou com a Sra. Dona Rosalina Ribeiro no dia do seu desaparecimento".

Rosalina Ribeiro estava a disputar na Justiça brasileira e portuguesa, com a filha do seu companheiro, uma herança milionária de Tomé Feteira. O empresário português tinha negócios em Portugal e também no Brasil.