Precários, estivadores, revisores e vários estrangeiros ouviram o discurso do secretário-geral da CGTP Arménio Carlos, entre os quais Kyriakos Stephanopoulos que, de bandeira grega na mão, afirmou à agência Lusa que na Grécia "dizem que os portugueses são muito passivos, porque isso acontece aos povos que viveram em ditadura".

Mas este economista acredita que, tal como na Grécia, "as pessoas vão sofrer tanto que se vão levantar", acrescentando que embora um turista possa vir a Portugal e não sentir que há crise, quem passa algum tempo no país percebe que "as pessoas estão a sofrer".

A este protesto, que partiu da praça do Rossio em direção à Assembleia da República, aderiram vários movimentos e grupos sociais e os estivadores (trabalhadores dos portos) que começaram por se concentrar no Cais do Sodré.

O movimento "Que se lixe a 'troika'" e a associação Precários Inflexíveis também aderiram à manifestação, tendo iniciado a marcha na embaixada de Espanha.

A encabeçar a manifestação estão os elementos da direção da CGTP que empunham bandeiras central sindical, acompanhados de algumas figuras políticas.

Os manifestantes gritam várias palavras de ordem, entre as quais "Esta divida não é nossa", "Espanha, Grécia, Itália e Portugal, a nossa greve é internacional" e ainda "Fora, fora, fora daqui a fome, a miséria e o FMI".

Durante o percurso, foram lançados alguns petardos, a PSP reforçou o dispositivo de segurança e um grupo de manifestantes incendiaram uma várias caixas de multibanco.

Algumas lojas da Rua do Carmo e do Chiado, em Lisboa decidiram fechar às portas, algumas delas protegidas com grades, na altura em que o desfile de protesto passou pelo local em direção à Assembleia da República.

Apesar do protesto ter feito um desvio junto ao Largo do Chiado as esplanadas do Chiado também decidiram fechar momentaneamente as portas, estandos as cadeiras e as mesas presas com cadeados.