O problema da pequena Leyna Mykaella González foi detetado durante uma ecografia, realizada às 17 semanas de gravidez, quando os médicos viram o que parecia uma enorme bolha a sair da boca do feto. O diagnóstico foi aterrador para Tammy González, a mãe: um tumor potencialmente fatal.

Agora, dois anos depois, conta, pela primeira vez, como a vida da filha foi salva naquela que foi a primeira operação do género de sempre, usando um laser para intervir com a bebé ainda no útero materno. Leyna, agora, com 20 meses, nasceu saudável e apenas com uma pequena cicatriz na boca.

Os cirurgiões da Universidade de Miami e do Jackson Memorial Hospital, Riuben Quintero e Eftichia Kontopoulos, que esperavam desde 2010 para anunciar o feito, estiveram quinta-feira lado a lado com a menina, relatando a inédita operação que durou pouco mais de uma hora e que o tumor tinha o tamanho de um pêssego.

Emocionada, a mãe recordou que uma ou duas semanas antes da ecografia que revelou o tumor tinha feito outra, onde não era visível qualquer sinal alarmante.

O rápido crescimento do tumor foi o que impediu esperar pelo parto para operar a menina. "Caso ela nascesse viva, mesmo assim não haveria garantias de que seria normal, teria de se submeter a uma traqueotomia, várias cirurgias, teria deformidades", recorda Tammy González.