No The Mall, no centro de Londres, debaixo de chuva, a campeã europeia dos 10 000 metros, Dulce Félix, fechou a "contagem" das portuguesas em 21.º lugar, na meta da maratona olímpica, depois de Jéssica Augusto, em 7.º, e de Marisa Barros, em 13.º posto. Mais depressa do que as portuguesas só mesmo as quenianas, que puseram todas as suas atletas na meta até ao 20.º lugar (além de terem tido também a medalha de prata e o quarto posto). Se existisse uma medalha por equipas, contando com os resultados das três atletas por nação, estavam encontradas as duas primeiras classificadas.

Apesar da corrida ter parecido um passeio para as atletas africanas, a verdade é que, por exemplo, só uma atleta da Etiópia conseguiu ficar à frente das três portuguesas: foi, naturalmente, Tiki Gelana, a medalha de ouro, com novo recorde olímpico (2:23.07). Mas as suas duas outras compatriotas em prova classificaram-se em 23.º e 42.º posto, ambas atrás de Dulce Félix.

A Rússia colocou duas atletas nas dez primeiras (3.º e 9.º), mas a terceira desistiu. Caso semelhante foi o da "equipa" dos Estados Unidos, com duas atletas no 10.º e 11.º lugares, mas a terceira não conseguiu terminar o percurso de 42,195 quilómetros.

O sétimo lugar de Jéssica Augusto foi, individualmente, o melhor de Portugal desde os Jogos de Barcelona 92 e Atlanta 96, quando Manuela Machado obteve classificações iguais. Estes postos só são superados, naturalmente, pelas medalhas de ouro e de bronze de Rosa Mota, em Los Angeles 84 e Seul 88, respetivamente.