A última proposta conhecida do Ministério da Justiça para a reorganização do mapa judiciário prevê a extinção de 54 tribunais, mais sete do que a proposta apresentada em janeiro.

Segundo o documento a que a Lusa teve hoje acesso, designado "Linhas Estratégicas para a Reforma da Organização Judiciária", de 15 de junho, o maior número de encerramentos de tribunais vai ocorrer nos distritos de Viseu (nove), Vila Real (seis) e Bragança (cinco).

Os distritos de Coimbra, Guarda e Santarém vão perder, cada um, quatro tribunais. Como na proposta de janeiro, o Porto manterá todos os tribunais.

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, garantiu hoje que todos os cidadãos têm "muito a ganhar" com o novo mapa judiciário e contrariou a ideia de que há desertificação, observando que as capitais de distrito do interior passaram a ter tribunais especializados.

Em entrevista à agência Lusa, Paula Teixeira da Cruz explicou que a proposta de reorganização judiciária prevê o funcionamento de 200 secções especializadas, quando atualmente só existem 77 tribunais especializados.

"O que nós vamos fazer com o sistema é exatamente levar para o interior o acesso à Justiça. Vamos é faze-lo de uma forma diferente. Reforçamos as capitais do interior que, pela primeira vez, vão ter especializações que nunca tiveram", disse.