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Venda total da EDP difícil de concretizar sem prejuízo para o Estado

Lusa

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Lisboa, 21 jan (Lusa) - A última fase de privatização da EDP relativa os 4,14% detidos pela Parpública poderá ser a mais difícil de concretizar sem que o Estado assuma uma menos-valia tendo em conta os preços-alvo das casas de investimento.

O atual valor das ações a preço de mercado, 361,5 milhões de euros, e o valor do reembolso (1.015 milhões de euros) da emissão obrigacionista que a Parpública devolveu a 18 de dezembro passado aos investidores é de cerca de 650 milhões de euros. Ou seja, dificilmente o Estado conseguirá um comprador privado que ofereça os cerca de mil milhões de euros já pagos pelos 4,14% da EDP quando há um ano, a China Three Gorges (CTG) pagou 2,7 mil milhões de euros por 21,35% da elétrica portuguesa.

Todos os analistas das casas de 'research' que acompanham a EDP colocam um preço-alvo das ações (potencial valorização dos títulos a médio prazo) no máximo de 3 euros, como é o caso da JP Morgan, um valor que é menos de metade do que a Parpública pagou aos investidores obrigacionistas em dezembro, que foi de 6,7 euros por ação.