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UE/Cimeira: Passos Coelho espera que reforço da união bancária facilite acesso ao crédito em Portugal

Lusa

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Bruxelas, 14 dez (Lusa) -- O primeiro-ministro disse esperar que o reforço da união bancária, para o qual considera que foram dados passos positivos na cimeira hoje concluída em Bruxelas, venha a facilitar o acesso das famílias e empresas portuguesas ao crédito.

Falando no final de um Conselho Europeu dedicado ao reforço da união económica e monetária, Pedro Passos Coelho apontou que em Portugal, assim como nos outros países sob programa, as famílias e as empresas têm hoje não só maiores dificuldades no acesso ao financiamento, como enfrentam custos mais elevados que no resto da Europa, por uma questão meramente geográfica. Uma situação que espera que venha a ser eliminada com o aprofundamento da união económica, para o qual se evoluiu designadamente através do acordo sobre um supervisor bancário único.

"É a geografia que está a determinar as dificuldades (...) A única forma de ultrapassar de forma mais robusta esta situação é quebrar o elo que existe hoje entre risco soberano e risco bancário, e o projeto de união bancária é a melhor forma de separar estes dois planos e permitir, portanto, que se restabeleça a normalidade de condições de financiamento para a economia independentemente da sua geografia", disse, afirmando-se convicto de que, "com estas novas regras", é de esperar que haja então "um normalização gradual das condições de acesso ao crédito".