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Trabalhadores da Faurecia dizem que despedimento coletivo resulta da crise do setor automóvel e de concorrência desleal

Lusa

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Palmela, 04 dez (Lusa) - Os trabalhadores da Faurecia afirmaram hoje que o despedimento coletivo de 92 trabalhadores daquela multinacional de origem francesa resulta da crise do setor automóvel e da concorrência desleal de uma empresa da antiga SLN, Sociedade Lusa de Negócios.

"Estamos a sofrer na pele uma concorrência desleal", disse à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Faurecia, Daniel Bernardino, que atribuiu o despedimento coletivo de 92 trabalhadores ao alegado favorecimento da empresa SPPM (Sociedade Portuguesa de Pintura de Módulos) por parte da Autoeuropa.

"Há dez anos, a SPPM, que pertencia ao grupo da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e BPN, conseguiu começar a fazer preços mais baixos do que os nossos, mas, ao fim de três anos, estava na falência, tendo sido salva por diversos bancos, pelo Estado português e pela Autoeuropa. Mas agora ninguém nos salva a nós", disse Daniel Bernardino.