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Submarinos/Contrapartidas: Defesa dos alemães diz que processo é "equívoco nacional"

Lusa

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Lisboa, 19 nov (Lusa) -- A defesa dos arguidos alemães no julgamento do caso das contrapartidas pela aquisição por Portugal de dois submarinos a uma empresa germânica considerou hoje o processo "um equívoco nacional" e refutou os crimes imputados pela acusação.

Na sua exposição introdutória no início do julgamento nas Varas Criminais de Lisboa, Nuno Godinho de Matos, advogado dos três arguidos alemães, argumentou que este "julgamento não tem qualquer justificação racional", sendo um "equívoco nacional".

Godinho de Matos começou por criticar o facto de a investigação do caso das contrapartidas ter sido "privatizada", quando o Ministério Público (MP) entregou a peritagem à empresa INTELI, que trabalhou para todas as firmas envolvidas no processo, incluindo a empresa alemã Man Ferrostal, que vendeu os submarinos a Portugal.