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Submarinos: Testemunha diz que Ferrostaal sofreu "pressões chantagistas" para pagar comissões

Lusa

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Lisboa, 27 nov (Lusa) -- O ex-representante em Portugal da Ferrostaal disse hoje, em tribunal, que a empresa alemã sofreu "pressões chantagistas" da ACECIA, para que houvesse pagamento de comissões, no âmbito das contrapartidas associadas ao negócio da venda de submarinos.

O comandante Gil Correa Figueira, representante da Ferrostaal em Portugal entre 1983 e 2005, descreveu assim, como testemunha, no julgamento que decorre nas varas criminais de Lisboa, as exigências feitas pela ACECIA (Agrupamento Complementar de Empresas do ramo automóvel) à empresa alemã, apesar de o contrato inicial não prever quaisquer pagamentos deste tipo.

A testemunha admitiu que, durante uma reunião, que "não foi agradável", Miguel Horta e Costa, então consultor da ESCOM, empresa do Grupo Espírito Santo contratada para angariar clientes para as contrapartidas, disse que a ACECIA estava a querer vender faturas como se fossem contrapartidas realizadas.