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Sacrifícios causados por "indisciplina" orçamental não serão "em vão" - chefe de missão do FMI

Lusa

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Lisboa, 12 dez (Lusa) - A crise financeira portuguesa resultou em parte de uma "política orçamental completamente indisciplinada", e os sacrifícios resultantes do programa da 'troika' "não serão em vão", disse hoje o chefe de missão do FMI para Portugal.

Numa palestra na sede da Ordem dos Economistas, em Lisboa, Abebe Aemro Selassie disse que a crise foi consequência da "incapacidade de Portugal de se adaptar às tendências económicas globais", como a globalização e a entrada da China nos mercados globais, a revolução das tecnologias digitais, a criação do euro e crise financeira global.

No entanto, "os problemas dos países da periferia não são todos iguais", e cada país cometeu os seus erros: "Um fator distintivo de Portugal era a elevada alavancagem [endividamento] do setor privado, algo que foi alimentado por mercados internacionais e bancos domésticos complacentes."