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Renegociação com 'troika' é inevitável após junho de 2014 - Silva Lopes

Lusa

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Lisboa, 20 mai (Lusa) - O economista Silva Lopes afirmou que Portugal terá de fazer uma renegociação com a 'troika' após junho de 2014 por não ter condições de voltar aos mercados a taxas superiores a 3%, como aconteceu no último leilão, que atingiu quase 6%.

José Silva Lopes, que falava na conferência Troika Ano II, organizada pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal e pelo Instituto Europeu para assinalar os dois anos da assinatura do memorando de entendimento da assistência financeira a Portugal, afirmou que a convocação do conselho de Estado por parte do Presidente da República para debater o pós-'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) fazia todo o sentido porque "o pós-'troika' pode se pior do que a 'troika'".

O também ex-ministro das Finanças comentou que o recursos aos mercados "implica, para já, taxas mais altas" e Portugal terá "muita dificuldade em suportar taxas de juro sequer de 3%", acrescentando que a "dívida pública pode não ser sustentada com taxas de 3%, imagino com 6% como será!"