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Remessas de emigrantes africanos já suplantam ajuda e investimentos internacionais - relatório

Lusa

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Marraquexe, Marrocos, 27 mai (Lusa) - Os fluxos financeiros para África bateram recordes em 2012, ultrapassando 143 mil milhões de euros, com as remessas dos emigrantes a valerem mais que a ajuda internacional e o investimento direto estrangeiro, pela primeira vez, indica um relatório divulgado hoje.

De acordo com o documento, elaborado pelo Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a Comissão Económica de África (CEA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), olhando para os fluxos financeiros antes e depois da crise financeira de 2008, são identificadas duas tendências, sendo que a primeira aponta para que as remessas enviadas pela diáspora africana configure uma "fonte crucial no financiamento de África", ultrapassando os valores da ajuda internacional e do investimento direto estrangeiro.

Por outro lado, nota-se cada vez mais a ligação entre o continente africano e as economias em desenvolvimento, não apenas através do comércio, mas também através dos fluxos de investimento, que estão, ainda assim, fortemente concentrados em cinco países, que captam mais de 50% do total: Nigéria, África do Sul, Egito, Marrocos e a República Democrática do Congo.