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Quercus queixa-se de Estado português por não controlar emissão de poluentes perigosos

Lusa

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Lisboa, 26 abr (Lusa) - A Quercus acusou hoje o Estado português de não garantir a proteção da camada de ozono, não controlando a emissão de CFCs, poluente dos resíduos de equipamentos de refrigeração, e vai apresentar queixa na Comissão Europeia e na ONU.

Contactada pela Lusa, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garante que, enquanto autoridade nacional de resíduos, está "a acompanhar a situação com vista a assegurar que são adotadas as diligências que se entendam por necessárias" e acrescentou que esta matéria "está a ser ponderada para inclusão na revisão das licenças das entidades gestoras em curso".

Pedro Carteiro, da Quercus, disse à agência Lusa que a associação ambientalista fez um levantamento das quantidades de CFC (clorofluorcarbonetos) enviados para tratamento, nomeadamente junto das entidades gestoras Amb3E e ERP e das três unidades de reciclagem que existem no país. A informação obtida foi cruzada com os dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Quercus "detetou discrepâncias muito graves", salientou.