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PS não resolve contradição de querer ser poder e manter "pacto de agressão"- Jerónimo Sousa

Lusa

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Lisboa, 28 abr (Lusa) - O líder do PCP acusou hoje o PS de "não conseguir libertar-se da contradição insanável" de querer ser poder, mas, no essencial, "mantendo a mesma matriz" em relação ao "pacto de agressão" que é o memorando assinado com a 'troika'.

Falando aos jornalistas na escola Fernando Lopes Graça, na Madorna, no concelho de Cascais, onde decorreu um almoço comemorativo do 25 de Abril, Jerónimo de Sousa respondia ao facto de o PS ter pedido, durante o Congresso em Santa Maria da Feira, a maioria absoluta em próximas eleições legislativas.

Segundo Jerónimo de Sousa, o PS tem "passado de umas posições para outras - às vezes namora o CDS, ora reclama maioria absoluta", o que o leva a pensar que o "PS - apesar de todo o seu esforço - não consegue libertar-se de uma contradição insanável: quer ser poder, quer fazer política, mas, no essencial, mantendo a mesma matriz", ou seja a defesa do memorando de entendimento com a 'troika'.