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Provedor de Justiça Alfredo José de Sousa foi consensual à entrada, mas não à saída

Lusa

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Lisboa, 12 jul (Lusa) -- Alfredo José de Sousa, o oitavo provedor de Justiça a encabeçar este órgão de Estado, chegou com o objetivo de ser mais pró-ativo, foi consensual à entrada, mas não na saída, tendo perdido o apoio do PSD.

O apoio do principal partido que sustenta a coligação governamental, Alfredo José de Sousa perdeu-o quando, numa entrevista à rádio Antena 1, defendeu que "um refrescamento na situação política" nacional, antes de junho de 2014, só seria possível com a realização de eleições antecipadas no mesmo dia das eleições autárquicas.

Depois da entrevista, o PSD considerou que o provedor de Justiça não dava garantias de isenção e imparcialidade, acusou Alfredo José de Sousa de ser um "ator político parcial" e pôs de parte a possibilidade de o reconduzir. Isto, ao mesmo tempo que o PS considerava que Alfredo José de Sousa fez um mandato "exemplar".