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Presidente da AIP quer revisão constitucional e redução de custos salariais

Lusa

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Lisboa, 09 out (Lusa) - O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, pediu hoje a revisão da Constituição, considerando que a atual proíbe os despedimentos mas não impede as falências, e defendeu a redução dos custos salariais com vista ao crescimento económico.

"Será que os sobreviventes desta crise não têm legitimidade para exigir aos agentes políticos, que defendem a economia de mercado e a continuação de Portugal no euro, para reverem a Constituição?", afirmou José Eduardo Carvalho, na abertura da convenção empresarial "sobreviver e crescer", promovida pela AIP, no centro de congressos de Lisboa.

José Eduardo Carvalho sublinhou que a convenção é feita "pelos e para os sobreviventes desta crise", ou seja, nomeadamente "por aqueles que não puderam flexibilizar custos salariais para salvar empresas, nem flexibilizar vínculos contratuais anteriores à publicação da reforma, confrontando-se com uma lei constitucional que na sua essência proíbe os despedimentos mas não impede as falências".