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Países que cumpram programas de resgate deviam ser compensados - Faria de Oliveira

Lusa

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Bruxelas, 21 fev (Lusa) -- Os países que cumpram um programa de resgate, como Portugal, devem ter um "elemento de compensação", através de programas de apoio ao investimento e à recapitalização das empresas, defendeu hoje o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

"Eu penso que países como Portugal, que estão a cumprir um programa de ajustamento, mas estão dentro de uma União Económica e Monetária, deveriam ter um elemento de compensação para a inevitável recessão que o programa de austeridade comporta, através de programas especiais para apoio ao investimento e à recapitalização das empresas", afirmou Faria de Oliveira, em declarações aos jornalistas, em Bruxelas, no final de um encontro entre vários banqueiros portugueses e o comissário europeu do Mercado Interno.

Não existindo, acrescentou, "os fundos [comunitários] que existirem podem ser um bocadinho orientados, através de uma certa flexibilização, para esse efeito", salientando que estas verbas são "essenciais" para apoiar o investimento e a recapitalização das empresas, que precisam de reforçar os seus balanços.