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OE2014: Quanto mais depressa se afastar indefinição sobre execução melhor -- Passos

Lusa

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Lisboa, 02 nov (Lusa) - O primeiro-ministro defendeu na sexta-feira que, quanto mais depressa se afastar "qualquer indefinição quanto ao nível de execução" do Orçamento do Estado para 2014, melhor será para Portugal recuperar "pleno acesso" ao financiamento nos mercados.

"Quanto mais depressa se afastar qualquer indefinição quanto ao nível de execução deste orçamento, mais depressa reganharemos as condições para ter pleno acesso a mercado - digo pleno acesso a mercado porque Portugal já tem acesso a mercado, já emitiu a cinco anos, já emitiu a mais de dez anos", afirmou Pedro Passos Coelho, durante uma conferência promovida pelo PSD sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2014, num hotel de Lisboa.

No seu discurso, que durou mais de uma hora e terminou perto da meia-noite, o presidente do PSD e primeiro-ministro negou que os cortes nos salários e nas pensões previstos para o próximo ano sejam "resultado de uma visão ideológica", sustentando que não é possível "fugir aos programas orçamentais que têm maior significado" em termos de despesa pública: "É uma constatação do que é a realidade. É assim."