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Moçambique: Denunciadas "taxas de agiotagem" no microcrédito

Lusa

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Maputo, 13 set (Lusa) - O presidente do Fundo de Apoio à Reabilitação Económica (FARE) de Moçambique, Mohamad Rafik, referiu hoje que as taxas de juro aplicadas por algumas instituições de microcrédito nas zonas rurais moçambicanas "chegam a atingir níveis de agiotagem".

Falando aos jornalistas à margem do VI Workshop Internacional sobre Finanças Rurais, que decorre em Maputo, Mohamad Rafik denunciou que bancos de micro crédito estão a aplicar taxas de juros que chegam a atingir 60 por cento, violando as recomendações do Banco Central.

"As taxas que o FARE pratica são em conformidade com as taxas indicadoras do Banco de Moçambique. O FARE coloca o dinheiro a uma taxa de juro de 8 a 12 por cento, mas chegam aos utentes finais a taxas que chegam a atingir 60 por cento. Há muita agiotagem, estas taxas são absolutamente obscenas, inaceitáveis", acusou Mohamad Rafik.