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Miral Amaral diz que será "muito difícil" convencer a 'troika' a rever o défice

Lusa

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Porto, 17 set (Lusa) - O ex-ministro e atual presidente do Banco BIC, Mira Amaral, prevê que será "uma tarefa muito difícil" convencer a 'troika' a flexibilizar o défice para 4,5% em 2014 e considera não haver garantias de qual será "a melhor solução".

"Não queria estar na pele do Governo. Obviamente que aliviar o esforço do défice é simpático, dá alguma folga à economia real e, nesse aspeto, é positivo. Mas, tem também duas consequências negativas: os mercados podem reforçar a falta de confiança na economia portuguesa e, se o défice é maior, significa que a dívida pública em termos nominais vai crescer", afirmou Mira Amaral à margem de uma conferência sobre a reforma do IRC, que hoje decorreu no Porto.

Reconhecendo que "qualquer das duas soluções tem vantagens e inconvenientes", o ex-ministro da Indústria e da Energia considera que "compete ao Governo, em conjunto com a 'troika' e utilizando o bom senso, verem, na soma disto tudo, qual a melhor situação para o país".