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Militante tunisina deixa movimento feminista Femen, que acusa de islamofobia

Lusa

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Tunes, 20 ago (Lusa) - A militante tunisina Amina Sboui, libertada no início de agosto depois de dois meses e meio em detenção, anunciou hoje que vai deixar o grupo feminista Femen, acusando-o de islamofobia.

"Não quero que o meu nome esteja associado a uma organização islamófoba. Não gostei da ação em que as mulheres gritaram 'Amina Akbar, Femen Akbar' [como Allah Akbar, ou Deus é grande], defronte da embaixada da Tunísia em França, onde queimaram uma bandeira [dogma fundamental do Islão] junto à mesquita de Paris", disse à edição magrebina do 'site' de informação Huffington Post.

"Isto atingiu muitos muçulmanos e muitos dos meus familiares. É preciso respeitar a religião de cada um", acrescentou, de acordo com a agência noticiosa francesa AFP.