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Mia Couto partilha Prémio Camões com a gente anónima de Moçambique

Lusa

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Lisboa, 10 jun (Lusa) - O escritor Mia Couto partilhou hoje o Prémio Camões com a gente anónima de Moçambique e tomou-o como uma celebração do que está por fazer para que a família da língua portuguesa seja mais viva e verdadeira.

"Pensamos que um prémio serve para celebrar o que já fizemos. Prefiro pensar que se trata de celebrar o que há ainda por fazer, e quanto nos falta realizar a todos nós para que seja mais viva e mais verdadeira esta família que celebramos na nossa língua comum", afirmou o moçambicano Mia Couto, depois de ter recebido o Prémio Camões das mãos dos presidentes de Portugal, Cavaco Silva, e do Brasil, Dilma Rousseff, numa cerimónia realizada no Palácio de Queluz.

Num discurso de cerca de cinco minutos, o escritor moçambicano considerou que os povos falantes de outras línguas nas nações lusófonas têm sido esquecidos, falou dos preconceitos que permanecem sobre os outros e fez uma referência à luta pela independência de Moçambique.