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PPP: João Cravinho recusa-se a assumir paternidade "ruinosa" do Metro Sul do Tejo

Lusa Visão Verde

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Lisboa, 11 dez (Lusa) - O antigo ministro das Obras Públicas João Cravinho recusou-se hoje a assumir a paternidade da parceria público privada (PPP) do Metro Sul do Tejo, uma das que a maioria no Parlamento considera mais ruinosa.

O ex-ministro do Governo de António Guterres, que esteve a ser ouvido na Assembleia da República na comissão de inquérito às PPP do setor rodoviário e ferroviário, frisou que assume todas as responsabilidades relativas à concessão rodoviária do Oeste, mas que em relação ao Metro Sul do Tejo (MST) apenas lançou o concurso internacional um mês antes de sair do Governo, a 28 de outubro de 1999.

Em declarações aos jornalistas no final da audição, João Cravinho disse ter assumido "as responsabilidades integralmente no que diz respeito à concessão Oeste porque assinei o contrato de concessão", mas que no caso do MST apenas abriu "o concurso internacional" e "um mês depois fui-me embora do Governo", sendo que "quase três anos depois é que fazem a assinatura do contrato", em julho de 2002, pelo então ministro das Obras Públicas do Governo de Durão Barroso, Valente de Oliveira.