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UE/Finanças: Taxa sobre transações financeiras pode avançar apenas entre alguns países, Portugal incluído

Lusa economia

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Luxemburgo, 22 jun (Lusa) -- Um imposto sobre as transações financeiras não reúne o consenso dos 27 Estados-membros, mas diversos países, entre os quais Portugal, manifestaram hoje no Luxemburgo vontade de avançar com a medida entre si, no figurino de "cooperação reforçada".

Após um debate público no Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) em torno da proposta da "Comissão Barroso" sobre esta taxa, a atual presidência dinamarquesa da União Europeia "constatou" que não se verifica o consenso necessário para o projeto se tornar uma realidade à escala europeia, e passará assim este "dossier" à próxima liderança semestral rotativa do bloco europeu, que caberá a Chipre.

A constatação da impossibilidade de um consenso é no entanto já um primeiro passo para se avançar com a chamada "cooperação reforçada", através da qual, face à impossibilidade de um acordo a 27, um grupo de Estados-membros (pelo menos nove) pode aplicar uma regra entre si em determinada matéria, podendo outros países juntar-se mais posteriormente.