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'Troika' também deveria ter o seu próprio memorando de entendimento - analista

Lusa economia

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Bruxelas, 10 jun (Lusa) -- O economista Alessandro Leipold defendeu hoje que a 'troika' também deveria elaborar um memorando de entendimento para clarificar os papéis da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) na supervisão dos programas de assistência.

Segundo o analista, antigo diretor para a Europa do FMI e atualmente economista chefe do "think tank" (grupo de reflexão) "Lisbon Council", a ausência de papéis bem definidos para cada uma das instituições que compõem a ´troika´ não só tem contribuído para problemas como projeções macroeconómicas erróneas e dificuldades na implementação dos programas e consequentes derrapagens, como têm descredibilizado Bruxelas e o FMI, atualmente em troca de acusações sobre as falhas no primeiro resgate à Grécia.

Além do mais, defendeu hoje Leipold durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, por ocasião da apresentação de um documento sobre "as lições de três anos de luta contra a crise na zona euro", ao não haver uma "distribuição formal de papéis" entre as instituições que a compõem, não há responsabilidades principais no seio da 'troika', o que a torna numa entidade "não responsabilizável".