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Meta do défice para 2013 "perfeitamente alcançável" - Passos Coelho

Lusa economia

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Bruxelas, 29 jun (Lusa) -- O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje, em Bruxelas, que o limite para o défice este ano, de 5,5%, é "perfeitamente alcançável", atribuindo a subida no primeiro trimestre ao aumento da despesa pública resultante da decisão do Tribunal Constitucional.

Passos Coelho, que falava à saída de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, ao comentar os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), sublinhou que o défice de 10,6 por cento do PIB nos primeiros três meses do ano seria de 8,8% excluindo a operação de capitalização do Banif, e disse não ser surpresa o aumento registado este ano, em virtude da reposição dos subsídios a funcionários públicos e pensionistas, admitindo mesmo que o aumento até será superior.

"Nós sabíamos que este ano haveria um aumento da despesa pública resultante do facto de estarmos a fazer a reposição de um dos subsídios aos trabalhadores da administração pública e aos pensionistas. De facto, ele ainda vai ser um pouco maior, na medida em que, depois decisão do Tribunal Constitucional, nós não estaremos a repor apenas um dos subsídios, vamos repor os dois subsídios, e isso corresponde a um aumento da despesa pública e, portanto, a um agravamento do défice quando comparado com o do ano passado em termos de despesa pública", sustentou.