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Fundo da Segurança Social alarga limite de compra da dívida portuguesa para 90%

Lusa economia

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Lisboa, 03 jul (Lusa) - O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que visa cobrir as despesas com pensões por um período mínimo de dois anos, vai alargar o limite de compra de dívida portuguesa até 90%, segundo uma portaria das Finanças.

O objetivo, segundo o documento que ainda está assinado pelo ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar e que foi publicado em Diário da República ao final da noite de terça-feira, é melhorar a rentabilidade dos investimentos do FEFSS, cuja carteira de ativos corresponde atualmente a 55% de investimento em dívida pública portuguesa, 25% em dívida pública de outros Estados da OCDE e 17% em ações de empresas estrangeiras.

"Nas atuais condições, os mercados de dívida pública dos Estados-membros da OCDE apresentam níveis de taxas de juro particularmente deprimidos", o que significa "uma diminuição das oportunidades de rendibilidade futura para o FEFSS e um risco acrescido de desvalorização dos investimentos em dívida pública antes realizados", sustenta a portaria assinada também pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares.