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Fazendeiros zimbabueanos ressentem-se da falta de política agrária em Moçambique

Lusa economia

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Chimoio, 01 dez (Lusa) - Os fazendeiros zimbabueanos, que saíram do seu país, na sequência da controversa reforma agrária, para se instalarem em Manica, no centro de Moçambique, continuam a ressentir-se da ausência de "políticas agrícolas" para uma "agricultura sustentável".

"A falta de políticas agrárias ainda é um obstáculo. Os custos de energia são quase proibitivos e o combustível, embora com custo razoável, mantém-se inaceitável para uma agricultura mecanizada, onde a irrigação é a chave. O acesso ao financiamento já deu um passo", disse à Lusa Christo Breytenbach, um fazendeiro que resistiu as dificuldades.

Depois da implementação da reforma agrária, em 2000, vários fazendeiros saíram do Zimbabué para os países vizinhos, como Moçambique, Maláui e África do Sul, mas muitos dos que se instalaram em Manica já abandonaram o país, por falta de políticas agrárias que impediam, sobretudo, o acesso a financiamentos bancários.